Serviços

Mendonça diz que compartilhar celular de Vorcaro pode tumultuar

ResumoAndré Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal, declarou que compartilhar o conteúdo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pode tumultuar o julgamento e colocar as investigações em risco. A manifestação ocorreu a dois dias da análise do caso pelo plenário da Corte, quando novos elementos poderiam ser incorporados ao processo.

A dois dias do julgamento no plenário, o ministro André Mendonça disse que incluir novos elementos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro só serviria para tumultuar e pode colocar as investigações em risco.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Mendonça diz que compartilhar celular de Vorcaro pode tumultuar

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça afirmou, em despacho assinado neste domingo (13), que incluir novos elementos e abrir a íntegra das informações extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro "somente contribuiria para tumultuar o julgamento" e "colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações".

A manifestação ocorre a dois dias do julgamento no plenário do STF, marcado para a próxima terça-feira (15). Na sessão, os ministros devem analisar o relatório da Polícia Federal que aponta mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

O que mudou até aqui

Nos últimos dias, os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e o próprio Alexandre de Moraes acionaram a presidência da Corte para cobrar o acesso integral ao espelhamento do aparelho, um iPhone apreendido pela PF nas apurações ligadas ao Banco Master.

Zanin e Gilmar argumentaram que os magistrados precisam de todo o contexto para decidir. Moraes pontuou que "não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento".

O despacho de Mendonça entra nesse ponto: ele recusa a abertura ampla e sustenta que o material já reunido basta para o plenário decidir. A disputa, portanto, não é sobre o conteúdo em si, mas sobre quem define o que o colegiado vê antes de votar.

O que observar na terça-feira

O julgamento de terça (15) deve colocar frente a frente duas leituras do mesmo procedimento. De um lado, ministros que pedem o espelhamento completo do iPhone. Do outro, o relator, que sustenta que ampliar o acesso agora atrapalha o andamento das apurações ligadas ao Banco Master.

A decisão do plenário pode definir, na prática, o grau de acesso dos demais ministros a material extraído de aparelho apreendido em investigação. É esse o precedente em jogo, mais do que o caso específico.

julgamento no STF sobre relatório da PF

apurações ligadas ao Banco Master

// Leia também

Publicidade