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Mel falso: riscos à saúde e prejuízo a produtores; saiba identificar

ResumoO mel falso em Roraima representa risco à saúde pública e prejuízo econômico a produtores locais. A adulteração com xarope de milho ou açúcar invertido compromete propriedades nutricionais e pode causar reações alérgicas. Testes caseiros com água fria e iodo ajudam a identificar fraude. Denúncias devem ser feitas à Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (ADERR) ou ao Procon estadual.

Mel falso pode prejudicar a saúde e causar prejuízo a produtores em Roraima. Saiba como identificar adulteração com testes caseiros e onde denunciar.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Mel falso: riscos à saúde e prejuízo a produtores; saiba identificar

Mel adulterado pode causar prejuízos para consumidores e apicultores em Roraima. Misturas com ingredientes como açúcar, amido, corantes e essências para aumentar o volume do produto podem reduzir o preço e dificultar a concorrência com quem produz mel puro. O assunto foi destaque no Amazônia Agro deste domingo (29).

A produção de mel em Roraima gira em torno de 180 toneladas por safra. A zootecnista e professora da Escola Agrotécnica (EAgro) da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Sheron Barbosa, explica que a falsificação gera concorrência desleal e, além de afetar os consumidores, causa prejuízos aos apicultores. "O impacto não é só para o mercado, não é só impacto financeiro, mas também tem impacto para o meio ambiente e para a saúde das pessoas", destaca.

Testes caseiros para identificar mel adulterado

A especialista orienta três testes que o consumidor pode fazer em casa. O primeiro é a cristalização. Ao contrário do que muitos pensam, a cristalização não significa que o mel é falso ou estragou. Segundo Sheron, é um processo natural que ocorre quando os açúcares se transformam em pequenos cristais, podendo acontecer após armazenamento ou em ambiente refrigerado.

O segundo é o teste da água. Coloca-se uma pequena quantidade de mel em um copo com água. O mel puro tende a afundar e permanece mais concentrado no fundo, demorando mais para se misturar, enquanto o adulterado se mistura mais rapidamente.

O terceiro é o teste com iodo, que indica presença de amido. A orientação é misturar partes iguais de mel e água e acrescentar duas gotas de tintura de iodo. Se a solução ficar muito escura, próxima do preto, pode haver amido e possível adulteração.

O que observar na hora da compra e como denunciar

A especialista orienta que consumidores observem o rótulo, a composição e o selo de inspeção antes de comprar. Isso reduz o risco de adquirir produtos irregulares. Quem compra mel adulterado pode ficar exposto a substâncias que não esperava. "A pessoa vai estar consumindo achando que ali só tem mel e, se ele for adulterado, vão ter outros produtos misturados ali que podem vir a fazer mal para a saúde", alertou.

Em caso de suspeita, o consumidor deve procurar os órgãos de fiscalização e defesa do consumidor. Os canais incluem a Vigilância Sanitária municipal (rua Coronel Mota, 418, Centro, Boa Vista, ou telefone 156), a Vigilância Sanitária estadual (rua Dr. Arnaldo Brandão, 283, São Francisco, telefone (95) 98404-0421), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) (avenida Santos Dumont, 594, São Pedro) e o Procon Municipal (avenida Ville Roy, 6606, Centro, telefones (95) 98403-6241 e (95) 98400-4441, WhatsApp (95) 98412-1732, e-mail [email protected]).

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