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Medicamento com menos dependência para insônia chega ao Brasil

ResumoO Dayvigo (lemborexanto), medicamento contra insônia com menor risco de dependência, chega ao Brasil em 2024 por cerca de R$ 200. O produto resulta da parceria entre Eurofarma e Eisai. O lemborexanto atua seletivamente nos receptores de orexina, oferecendo alternativa terapêutica para pacientes que buscam tratamento com menor potencial de abuso em comparação aos benzodiazepínicos.

O Dayvigo (lemborexanto), medicamento contra insônia que promete menos dependência, chega ao Brasil ainda este ano por cerca de R$ 200, resultado de parceria entre Eurofarma e Eisai.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 27 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Medicamento com menos dependência para insônia chega ao Brasil

Um medicamento contra a insônia que promete causar menos dependência do que os remédios atuais deve chegar ao Brasil ainda este ano. O Dayvigo (lemborexanto) será vendido por cerca de R$ 200, resultado de uma parceria entre a Eurofarma e a japonesa Eisai, dona da molécula. É a primeira droga da classe dos antagonistas duplos dos receptores de orexina (DORA) a entrar no país.

Os remédios mais usados hoje contra insônia, como zolpidem, zopiclona e eszopiclona, as chamadas drogas "Z", funcionam como indutores do sono: aumentam a atividade de um neurotransmissor inibitório no cérebro, forçando a sonolência. O lemborexanto segue a lógica inversa, bloqueando a orexina, neurotransmissor responsável por manter o cérebro em estado de vigília.

A molécula se liga aos dois subtipos de receptores de orexina, o que a diferencia dos indutores tradicionais. Em vez de "desligar" o cérebro, ela impede que o sinal de alerta continue ativo. Essa abordagem pode reduzir o risco de dependência, um dos principais problemas dos tratamentos atuais, mas ainda exige acompanhamento médico.

A chegada do Dayvigo ocorre em meio a um alerta da USP sobre os riscos da automedicação em casos de insônia. A pesquisa da universidade reforça que o uso sem orientação de qualquer indutor de sono, incluindo as drogas Z, pode levar a tolerância e dependência. O novo medicamento, porém, não elimina a necessidade de avaliação profissional.

Ainda sem data exata de lançamento, o Dayvigo chega ao mercado com preço estimado em R$ 200, valor que pode variar conforme a rede de farmácias. A expectativa é que amplie as opções terapêuticas para quem não responde bem aos tratamentos convencionais, mas a eficácia e a segurança dependem de prescrição e acompanhamento médico.

A entrada do lemborexanto no país marca um avanço na classe farmacológica, mas não substitui o cuidado clínico. Quem sofre de insônia deve buscar avaliação médica antes de qualquer mudança de tratamento, especialmente diante do alerta da USP sobre os riscos da automedicação.

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