# Maya Massafera: tratamento hormonal pode aumentar o risco de AVC

> Maya Massafera, influenciadora de 45 anos, foi hospitalizada para investigar suspeita de AVC. O tratamento hormonal, comum em transições de gênero, pode elevar o risco de eventos cardiovasculares, especialmente em pacientes com fatores pré-existentes. A supervisão médica contínua e o monitoramento de pressão arterial e coagulação são essenciais para reduzir complicações.

*Portal Notícias MG · Serviços · 01 de setembro de 2026 · Marília Stefani*

A influenciadora Maya Massafera, 45, foi hospitalizada para investigar suspeita de AVC. Especialistas explicam como o tratamento hormonal pode aumentar o risco e quais cuidados tomar.

A influenciadora Maya Massafera, 45, usou as redes sociais no último domingo (30) para se pronunciar após ser hospitalizada para investigar uma suspeita de AVC (Acidente Vascular Cerebral). No Instagram, Maya explicou que não teve um AVC, mas que o médico ficou preocupado porque o colesterol dela estava muito alto. Ela afirmou que trocou os hormônios que toma e o colesterol já melhorou. "O meu médico ficou preocupado, ele falou: 'Maya, isso pode ser um AVC, você tem que fazer esse exame urgente'. Eu fui lá, fiz o exame, não foi nada [...] Vim aqui acalmar vocês para vocês não ficarem aflitos até o meu próximo reality", disse.

O endocrinologista Dr. Wandyk Alisson explica que o tratamento hormonal utilizado durante a transição de gênero pode aumentar o risco de AVC. "Pode existir uma associação, especialmente com o AVC isquêmico, causado pela obstrução de uma artéria cerebral. Entretanto, seria incorreto afirmar que a terapia hormonal necessariamente causa AVC ou que todos os hormônios, doses e vias de administração apresentam o mesmo risco", ressaltou. O especialista informa que uma meta-análise publicada em 2024 encontrou incidência de AVC de aproximadamente 1,8% em mulheres trans e de 0,8% em homens trans, com risco relativo cerca de 30% maior em comparação com pessoas cisgênero do mesmo sexo atribuído ao nascimento.

O Dr. Wandyk Alisson aponta que os principais cuidados são as avaliações individuais antes do início do processo. "O primeiro passo é realizar uma avaliação individual antes do início da terapia. O médico deve investigar pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, enxaqueca com aura, apneia do sono, doenças renais ou hepáticas, trombose anterior, AVC, infarto e histórico familiar de eventos cardiovasculares precoces", aponta. O endocrinologista ressalta que a terapia hormonal de afirmação de gênero não deve ser demonizada nem interrompida por conta própria. "Ela deve ser conduzida como qualquer intervenção médica de longo prazo: com indicação, personalização, monitoramento e correção ativa dos fatores de risco", indica.

O colesterol alto é um fator importante, mas não o único quando o assunto é AVC. "O colesterol elevado é um fator de risco cardiovascular crônico, mas não confirma, isoladamente, que uma pessoa esteja tendo um AVC", explica o médico. Ele destaca que é necessário identificar qual partícula está elevada: LDL, triglicerídeos, colesterol não HDL, apolipoproteína B ou lipoproteína(a). A neurologista Carolina Alvarez aponta que uma vida saudável é o principal fator para evitar o derrame. "Hábitos como não fumar, praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada e controlar pressão alta, diabetes e colesterol ajudam a reduzir o risco cardiovascular", explicou. Segundo a médica, um possível aumento de risco não significa que a terapia hormonal deva ser evitada. "Com avaliação individualizada e acompanhamento adequado, é possível escolher o tipo, a dose e a via de administração mais apropriados para cada pessoa", ressalta.

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