Juros do rotativo recuam a 436,1%, mas uso sobe
A taxa de juros do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas recuou para 436,1% ao ano em julho. No mês anterior, estava em 442,4%, segundo o Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgado nesta sexta-feira (28) pelo Banco Central. Apesar de ser uma modalidade cara, o uso do rotativo subiu entre as famílias: em julho, a concessão somou cerca de R$ 40 bilhões, ante R$ 38,6 bilhões em junho.
A queda da taxa não impediu o avanço da inadimplência. De acordo com o Banco Central, a inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional chegou a 4,9% em julho, a maior da série histórica iniciada em 2011. A alta foi de 0,3 ponto percentual no mês e de 0,9 ponto percentual em 12 meses. O resultado superou o recorde anterior, de maio, quando a taxa estava em 4,7%; em junho, ficou em 4,6%.
Para as famílias que dependem do crédito, o cenário misto exige atenção: o rotativo segue entre as linhas mais caras do mercado, e o aumento do uso pode pressionar o orçamento. A orientação é buscar alternativas antes de fechar o mês no vermelho, como o parcelamento ou a portabilidade para linhas com juros menores, sempre comparando as condições com o banco.
Quem quiser acompanhar a evolução das taxas pode consultar o Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito, disponível no site do Banco Central. A ferramenta permite comparar os juros de diferentes modalidades e planejar melhor o uso do cartão.