Julgamento de Alexandre de Moraes: assista ao vivo
O STF reúne os 10 ministros em sessão extraordinária nesta terça-feira (15/9), às 10h, para avaliar a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O Supremo Tribunal Federal (STF) reúne os 10 ministros em sessão extraordinária na manhã desta terça-feira (15/9), a partir das 10h, para analisar a possibilidade de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Quem quiser acompanhar pode assistir à sessão ao vivo pelo canal do STF no YouTube, pela TV Justiça e pela Rádio Justiça.
O julgamento de Alexandre de Moraes no STF tem duas etapas. Antes de avaliar um processo contra o ministro, a Corte analisa se André Mendonça agiu legalmente na relatoria do caso Master, em especial ao solicitar à Polícia Federal (PF) um relatório sobre a troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro.
O que mudou na relatoria do caso Master
A mudança de relatoria chama atenção. Edson Fachin, presidente do Supremo, assumiu o caso no último sábado (12), em meio à tentativa de controlar a crise na Corte. Por isso, será o primeiro a votar, e seu posicionamento é considerado crucial para o resultado.
Fachin é visto como independente dos grupos formados no STF, assim como Cármen Lúcia. Já Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes parecem mais inclinados a apoiar Moraes. Nunes Marques e Luiz Fux tendem a ficar ao lado de André Mendonça.
O que a PGR já sinalizou
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou pela nulidade da investigação e tende a se posicionar contra um processo contra Moraes. O procurador-geral Paulo Gonet considerou que Mendonça não deveria ter solicitado a apuração sem pedido do Ministério Público ou da Polícia Federal.
Para quem acompanha o noticiário de Brasília, a sessão desta terça define os próximos capítulos: se a investigação contra Moraes avança ou se a Corte trava o processo na largada. O voto de Fachin, lido por analistas como termômetro da crise, deve sair logo no início dos trabalhos.
A sessão é aberta ao público pelos canais oficiais do STF, sem necessidade de cadastro. Basta acessar o YouTube do Supremo ou sintonizar a TV Justiça e a Rádio Justiça no horário marcado.