# Irã nega envolvimento em conflito dos Houthis no Iêmen

> Irã negou envolvimento no conflito dos Houthis no Iêmen, segundo o porta-voz Esmaeil Baqaei nesta segunda-feira (14). Teerã afirmou que o grupo rebelde age por conta própria e que não interfere nos assuntos internos iemenitas, rejeitando acusações de apoio militar aos Houthis na guerra contra forças governamentais e a Arábia Saudita.

*Portal Notícias MG · Serviços · 14 de setembro de 2026 · Inácio Bicalho*

O Irã negou nesta segunda-feira (14) qualquer envolvimento no conflito dos Houthis com as forças governamentais iemenitas e a Arábia Saudita. O porta-voz Esmaeil Baqaei afirmou que o grupo age por conta própria e que Teerã não interfere nos assuntos do Iêmen.

O Irã negou nesta segunda-feira (14) qualquer envolvimento no conflito travado pelos Houthis, grupo extremista do Iêmen aliado do regime iraniano, contra as forças governamentais iemenitas e a Arábia Saudita. A declaração veio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei.

Em declaração à imprensa, Baqaei afirmou que os Houthis são "totalmente independentes" e "tomam suas decisões em função de seus próprios interesses". "O Irã não interfere nos assuntos iemenitas", declarou o porta-voz.

## O que o porta-voz iraniano disse sobre a Áustria

Baqaei também protestou contra uma decisão da Áustria que impediu o chefe do setor nuclear do Irã, Mohamad Eslami, de participar de uma conferência anual na sede da agência de energia atômica da ONU, em Viena. Ele classificou a medida do governo austríaco de "totalmente injustificável" e a creditou à pressão dos Estados Unidos. "É evidente para todos nós", afirmou.

## Por que o conflito no Iêmen interessa a quem vive longe do Oriente Médio

A tomada de uma cidade estratégica no Iêmen pelos Houthis acendeu o alerta sobre a rota do comércio global que passa pelo Mar Vermelho. Para o produtor rural brasileiro, o efeito aparece no frete: quando essa rota fica sob risco, navios mudam de caminho e o custo do transporte sobe.

Aqui no interior de Minas, quem embarca café ou carne pelo porto de Santos sente isso no preço final. É a mesma lógica de uma estrada vicinal interditada na época da safra: o caminhão anda mais, gasta mais e o produto chega mais caro. A diferença é que agora a estrada interditada fica do outro lado do mundo.

O que a comunidade espera é clareza sobre quem controla essa rota e por quanto tempo. Sem isso, o produtor não consegue calcular o frete da próxima safra nem fechar contrato com segurança. conflito no Oriente Médio e impacto no agronegócio brasileiro

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