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Insetos dentro de casa: 8 erros que facilitam a entrada

Pequenas frestas e espaços que passam despercebidos podem ser suficientes para insetos entrarem em casa. Manter os ambientes limpos ajuda, mas observar pontos vulneráveis e fazer manutenção regular é o que costuma evitar infestações, segundo reportagem do Infobae que reuniu oito áreas críticas.

A orientação é compatível com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), que destacam reduzir aberturas, eliminar fontes de umidade e dificultar o acesso de pragas ao interior das casas.

Os oito pontos que pedem atenção

Uma porta fechada não garante proteção. Se houver espaço entre a parte inferior ou as laterais da porta e o batente, formigas, baratas, besouros e outros insetos podem passar, sobretudo quando a porta dá para a área externa ou a garagem. Observar se há passagem de luz ajuda a identificar o problema; trocar borrachas de vedação, ajustar dobradiças e instalar barreiras inferiores bloqueiam o acesso.

Janelas também podem ter rachaduras entre o batente e a parede. Tela danificada, mesmo com um rasgo pequeno, deixa entrar mosquitos, moscas e vespas. A OMS aponta barreiras físicas, como telas, como forma de reduzir o contato com insetos, o que torna a checagem regular de telas, encaixes e vedações uma medida prática.

Áreas úmidas pesam nesse cenário. Vazamentos na cozinha, no banheiro ou na lavanderia criam condições favoráveis às pragas, e os pontos onde tubulações atravessam paredes podem ter vãos sem vedação. Reparar vazamentos, cuidar dos ralos e vedar o espaço ao redor dos canos atacam umidade e acesso ao mesmo tempo.

Cabos de internet, telefone e eletricidade também abrem caminho entre paredes, placas e conduítes. Para insetos muito pequenos, uma fresta insignificante basta. Verificar tomadas, tampas e passagens de fios e providenciar a vedação correta resolve boa parte dos casos.

O duto da secadora merece atenção à parte. Ele costuma ter uma comporta que abre durante o uso e fecha quando o aparelho está desligado; se o mecanismo falha ou o sistema acumula sujeira e fiapos, a abertura vira ponto vulnerável. A manutenção periódica do duto e a checagem do fechamento reduzem esse risco.

Na parte superior da casa, rachaduras onde as paredes encontram o teto servem de passagem e de abrigo. Segundo a especialista citada pela publicação, locais altos e protegidos podem ser escolhidos para a formação de ninhos, o que recomenda observar tetos, beirais e áreas de ventilação antes que o problema cresça.

Fissuras nas paredes externas, nos alicerces e em outras partes da estrutura permitem que os insetos avancem de fora para dentro e alcancem quartos, depósitos e locais de serviço. Fechar as rachaduras e observar drenagem e pontos de água acumulada ao redor da casa completam a prevenção.

Nem sempre o inseto entra pela parede. Malas, lenha, plantas e caixas de entrega podem transportá-los sem que a pessoa perceba. Depois de viagens ou ao receber objetos armazenados em outros locais, vale checar o conteúdo antes de guardar. Quando a presença é frequente ou persiste após as medidas, a recomendação é procurar profissionais qualificados para avaliar o problema e indicar o controle adequado.

Cláudia Resende
Repórter de Saúde e Educação
De Juiz de Fora, cobre saúde pública e educação em MG com foco no que afeta a família mineira.
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