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Inflação na Argentina sobe 1,7% em agosto ante julho

ResumoO índice de preços ao consumidor da Argentina subiu 1,7% em agosto de 2025 ante julho, segundo o Indec, desacelerando frente aos 2,1% registrados no mês anterior. No acumulado do ano, a inflação argentina alcança 21,3%, enquanto em 12 meses atinge 33,5%.

O CPI da Argentina avançou 1,7% em agosto ante julho, segundo o Indec, desacelerando frente aos 2,1% do mês anterior. No acumulado do ano, a alta chega a 21,3% e, em 12 meses, a 33,5%.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 10 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Inflação na Argentina sobe 1,7% em agosto ante julho

O índice de preços ao consumidor (CPI) da Argentina registrou alta de 1,7% em agosto ante julho, informou o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec). O dado, divulgado nesta quinta-feira (10), aponta desaceleração frente aos 2,1% de julho.

A inflação ao consumidor argentina subiu 1,7% em agosto na comparação com julho, conforme o Indec. O avanço representa alívio no ritmo mensal, mas ainda pressiona o orçamento doméstico. No acumulado do ano, o CPI soma 21,3%; em 12 meses, a alta é de 33,5%.

Para o consumidor argentino, a leitura é de descompressão lenta. Quem compra itens de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis sentiu o maior reajuste do mês: 2,8%. Já vestuário e calçados tiveram a menor variação, com queda de 0,6% ante julho. A divisão setorial mostra que a energia e os serviços básicos seguem como vetor de custo, enquanto bens de consumo discricionário recuam.

A trajetória mensal de 2026 ajuda a dimensionar o quadro. No Brasil, o IPCA variou 0,07% em julho e 0,16% em junho, segundo o Banco Central. O contraste com o CPI argentino de 1,7% em agosto evidencia ritmos distintos de política monetária e indexação. A série brasileira, que chegou a 0,88% em março, desacelerou ao longo do segundo trimestre.

A medida de política pública em discussão é o impacto da desaceleração sobre a meta de inflação e a condução da taxa de juros. O dado de agosto reforça a leitura de que a pressão de preços perde força, mas o patamar anual ainda exige cautela. Para o morador, o efeito prático está no orçamento: reajustes de energia e aluguel pesam mais que a média, e a queda em vestuário não compensa a alta de habitação.

Acompanhar a série do Indec nos próximos meses é o caminho para verificar se a desaceleração se sustenta ou se fatores sazonais voltam a pressionar o índice.

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