# Indústria pede acordo e governo deixa reciprocidade para momento adequado

> A indústria de Minas Gerais solicitou ao governo federal um acordo comercial para evitar perdas de emprego. O governo federal adiou a aplicação de tarifas de reciprocidade, aguardando o momento adequado para negociar com os parceiros internacionais.

*Portal Notícias MG · Serviços · 17 de julho de 2026 · Sérgio Tadeu Mafra*

A indústria de Minas Gerais pede acordo comercial para evitar perdas de emprego, enquanto o governo federal adia a aplicação de tarifas de reciprocidade, aguardando o momento adequado para negociar.

A indústria de Minas Gerais pede acordo comercial para evitar perdas de emprego, enquanto o governo federal adia a aplicação de tarifas de reciprocidade, aguardando o momento adequado para negociar. A pressão do setor produtivo cresce à medida que as exportações mineiras enfrentam barreiras em mercados estratégicos, como o dos Estados Unidos e da União Europeia.

A indústria mineira pede acordo e governo deixa reciprocidade para momento adequado, mas o custo da espera já aparece nas contas das fábricas. Dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) indicam que o setor industrial responde por cerca de 28% do PIB estadual e emprega diretamente mais de 1,2 milhão de trabalhadores. Sem um acordo, a tendência é de perda de competitividade e redução de postos de trabalho.

Segundo a FIEMG, as exportações mineiras para os Estados Unidos somaram US$ 4,5 bilhões em 2025, com destaque para minério de ferro, café e aço. A imposição de tarifas de reciprocidade pelos EUA, ainda não aplicada, afetaria diretamente esses setores, que são intensivos em mão de obra e geram renda em cidades do interior, como Ipatinga, Governador Valadares e Juiz de Fora.

O governo federal, por sua vez, optou por adiar a reciprocidade, deixando a medida para um momento que considera mais adequado. A avaliação é de que uma escalada tarifária agora prejudicaria as negociações em andamento com os Estados Unidos e a União Europeia. Fontes do Ministério da Economia indicam que a prioridade é fechar acordos bilaterais que protejam os interesses brasileiros sem recorrer a retaliações imediatas.

Para o trabalhador mineiro, o impasse significa incerteza. Em cidades como Divinópolis, onde a indústria têxtil emprega milhares, a ameaça de tarifas já reduz novos pedidos. Em Uberlândia, o setor de máquinas e equipamentos sente a desaceleração das exportações para a Argentina, outro mercado que impôs barreiras recentemente.

A indústria pede acordo e governo deixa reciprocidade para momento adequado, mas a pressão por uma definição cresce. A FIEMG sugere que o Brasil adote uma estratégia de negociação setorial, protegendo os segmentos mais vulneráveis enquanto busca acordos mais amplos. A expectativa é de que as tratativas avancem no segundo semestre de 2026, quando o cenário político internacional estiver mais claro.

Enquanto isso, o governo mantém a posição de que a reciprocidade não está descartada, mas será aplicada no momento certo. A indústria mineira, que já perdeu cerca de 15 mil postos de trabalho formais em 2025 segundo o Caged, espera que esse momento não demore.

## Perguntas Frequentes

### Por que a indústria mineira pede um acordo comercial?

A indústria mineira pede um acordo para evitar tarifas de reciprocidade que podem reduzir exportações e causar demissões em setores como siderurgia, café e mineração.

### O que o governo federal diz sobre a reciprocidade?

O governo afirma que a reciprocidade será aplicada no momento adequado, priorizando negociações diplomáticas para evitar escalada tarifária.

### Quais setores mineiros são mais afetados?

Os setores mais afetados são siderurgia, mineração, café, têxtil e máquinas, que dependem de exportações para os EUA e a União Europeia.

### Como a demora impacta o emprego em Minas Gerais?

A demora gera incerteza, reduz novos pedidos e já contribuiu para a perda de cerca de 15 mil postos formais em 2025, segundo o Caged.

### Quando a reciprocidade pode ser aplicada?

O governo não fixou data, mas a expectativa é de que as negociações avancem no segundo semestre de 2026, dependendo do cenário político internacional.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/servicos/industria-pede-acordo-governo-deixa-reciprocidade-8220momento-adequado8221/
