# Ibama autoriza Petrobras a perfurar novos poços na Margem Equatorial

> O Ibama autorizou a Petrobras a perfurar três novos poços exploratórios na Margem Equatorial, em águas ultraprofundas do Amapá. A autorização permite avaliar a viabilidade comercial da descoberta de petróleo na região, ampliando o potencial de exploração na área. A decisão representa etapa técnica para confirmar reservas e subsidiar futuros investimentos.

*Portal Notícias MG · Serviços · 04 de setembro de 2026 · Cláudia Resende*

O Ibama autorizou a Petrobras a perfurar mais três poços exploratórios na Margem Equatorial, em águas ultraprofundas do Amapá. A medida é um passo para avaliar a viabilidade comercial da descoberta de petróleo na região.

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) autorizou a Petrobras a perfurar mais três poços exploratórios na Margem Equatorial, em águas ultraprofundas do Amapá. A informação consta em documento visto pela Reuters nesta sexta-feira (4).

A autorização é um avanço nos esforços da empresa para produzir petróleo na área ambientalmente sensível da costa amazônica. Os novos poços são essenciais para saber se a descoberta recente de petróleo da Petrobras na região é comercialmente viável.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a descoberta no mês passado. Ele viajou ao Amapá dias depois e chamou o achado de "um passaporte para o futuro deste país". A exploração na Margem Equatorial, porém, gerou debate no governo: de um lado, as preocupações ambientais; de outro, o argumento da Petrobras de que precisa repor reservas.

Se a viabilidade comercial for confirmada, a produção pode começar em sete anos, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. A região é geologicamente parecida com os blocos da Guiana, onde a ExxonMobil desenvolve campos gigantes. A Petrobras considera a Margem Equatorial sua fronteira mais promissora.

A decisão do Ibama, assinada na quinta-feira (3) pelo diretor-geral Jair Schmitt, impõe condições. A Petrobras precisa apresentar cronograma de perfuração atualizado em até 30 dias após receber a licença. Também deve atualizar a análise de riscos ambientais do projeto.

No início do ano, houve vazamento de fluido na perfuração do primeiro poço. O episódio gerou preocupação entre povos indígenas sobre o impacto de um boom petrolífero em um estado ainda coberto em grande parte pela floresta amazônica.

Para famílias que dependem de políticas públicas no Amapá, a notícia traz expectativa de emprego e renda, mas também exige acompanhamento dos órgãos ambientais. O Ibama, ao condicionar a licença, busca equilibrar desenvolvimento e proteção. Quem quiser acompanhar os próximos passos pode consultar os canais oficiais do Ibama e da Petrobras.

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