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HPV: vacina indicada para vítimas de violência sexual aos 2 anos

ResumoO Ministério da Saúde recomenda a vacina contra o HPV para crianças a partir dos 2 anos vítimas de violência sexual. A medida amplia a faixa etária anterior, de 9 a 45 anos, e responde ao aumento das notificações de abuso entre menores de 9 anos no Brasil.

O Ministério da Saúde passou a recomendar a vacina contra o HPV para crianças a partir dos 2 anos vítimas de violência sexual. A mudança amplia a faixa anterior, que era de 9 a 45 anos, e responde ao crescimento das notificações entre menores de 9 anos.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 17 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
HPV: vacina indicada para vítimas de violência sexual aos 2 anos

O Ministério da Saúde passou a recomendar a vacinação contra o HPV para crianças a partir dos 2 anos de idade que tenham sido vítimas de violência sexual. A mudança foi publicada nesta semana em nota técnica da pasta e amplia a faixa etária antes prevista, que contemplava vítimas de 9 a 45 anos.

A decisão considera a maior vulnerabilidade de crianças expostas à violência sexual e o crescimento das notificações entre menores de 9 anos. A vacina contra o HPV integra as estratégias de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e de doenças associadas ao vírus.

Dados apresentados pelo Ministério da Saúde apontam crescimento expressivo dos registros de violência sexual contra crianças e adolescentes na última década. Entre crianças de 0 a 4 anos, os casos passaram de 1.671, em 2014, para 7.845 em 2024, aumento de mais de quatro vezes no período. Na faixa de 5 a 14 anos, as notificações subiram de 6.594 para 29.135. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, os registros passaram de 1.632 para 6.869.

O aumento das notificações entre crianças menores de 9 anos foi um dos fatores considerados pelo Ministério da Saúde para ampliar a recomendação da vacina. O HPV é uma infecção sexualmente transmissível associada a diferentes tipos de câncer, como os de colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe. O vírus também pode provocar verrugas anogenitais e lesões nas vias aéreas superiores.

Segundo o Ministério da Saúde, crianças vítimas de violência sexual apresentam maior vulnerabilidade à exposição a infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o HPV. A possibilidade de novos episódios de violência também pode aumentar o risco de exposição ao vírus ao longo da vida. A pasta destaca ainda que a violência sexual na infância pode estar relacionada a diferentes impactos sociais, emocionais e educacionais, reforçando a necessidade de medidas de prevenção e acompanhamento das vítimas.

A ampliação da faixa etária vale para todo o território nacional e passa a orientar os serviços de saúde no atendimento a crianças vítimas de violência sexual. calendário nacional de vacinação

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