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Hérnia de disco lombar: irradiação para o nervo ciático

ResumoA hérnia de disco lombar comprime raízes nervosas do nervo ciático, provocando dor irradiada para coxa e perna. O diagnóstico baseia-se em exame clínico e imagem, como ressonância magnética. O tratamento conservador inclui repouso relativo, fisioterapia, analgésicos e anti-inflamatórios. Cirurgia é reservada para casos com déficit neurológico progressivo ou falha terapêutica após seis semanas.

A hérnia de disco lombar comprime raízes do nervo ciático, causando dor que irradia para a coxa e a perna. Saiba identificar os sinais e as opções de tratamento conservador.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 20 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Hérnia de disco lombar: irradiação para o nervo ciático

A hérnia de disco lombar é uma das principais causas de dor lombar e compressão das raízes nervosas. Quando o conteúdo interno do disco se desloca e irrita as raízes que formam o nervo ciático, surge a lombociatalgia. A dor pode sair da região lombar ou da nádega e irradiar para o membro inferior, muitas vezes mais intensa na perna do que na própria lombar.

O sintoma mais marcante é a irradiação para a parte posterior da coxa. O paciente relata choque, queimação, pontada, peso ou formigamento que percorre a nádega e desce pela perna até o pé, dependendo da raiz comprometida. Dormência e perda de força no membro também podem aparecer.

A hérnia é mais comum a partir da quarta década de vida e atinge principalmente os níveis L4-L5 e L5-S1, áreas de grande demanda mecânica. Uma revisão da Revista Brasileira de Ortopedia estima que a hérnia discal afete 2% a 3% da população, com prevalência de 4,8% em homens e 2,5% em mulheres acima de 35 anos. Já a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 encontrou dor crônica na coluna em 21,6% dos adultos brasileiros, número que inclui outras condições, não só hérnia. Fatores como idade, excesso de peso, tabagismo e sobrecarga profissional estão associados.

O diagnóstico começa pela avaliação clínica e neurológica, observando dor, sensibilidade, força e reflexos. A ressonância magnética ajuda a localizar a hérnia, mas nem toda alteração de imagem causa sintomas.

A fisioterapia é central no tratamento conservador, com exercícios individualizados para mobilidade, força e controle motor. O repouso prolongado não é a estratégia principal. Na maioria dos casos, a evolução é favorável, com melhora nas primeiras semanas. Cirurgia fica para situações específicas, como dor incapacitante, déficit motor ou síndrome da cauda equina, que é emergência.

O que a comunidade do interior espera é acesso a avaliação e acompanhamento fisioterapêutico. Como diz seu Antônio, produtor de grãos no Norte de Minas, "a dor na perna tira o sono e a força pra roça; o que a gente quer é tratamento perto de casa". A hérnia não é só dor nas costas: interfere na caminhada, no trabalho e na qualidade de vida. Com avaliação adequada e exercícios progressivos, é possível retomar as atividades com segurança.

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