# ATeG 10 anos: R$ 6 bi no campo mineiro

> O ATeG (Assistência Técnica e Gerencial) completa 10 anos com R$ 6,59 bilhões movimentados no campo mineiro em 2025. O programa alcança 53 mil propriedades rurais, gerando ganhos de produtividade na pecuária leiteira e na cafeicultura. A iniciativa do Sistema Faemg Senar transforma a gestão rural em Minas Gerais, com resultados mensuráveis em eficiência e renda no agronegócio estadual.

*Portal Notícias MG · Serviços · 05 de setembro de 2026 · Vânia Drummond*

Há 10 anos, o ATeG transforma o campo mineiro: R$ 6,59 bi movimentados em 2025, 53 mil propriedades e ganhos de produtividade no leite e no café.

Há 10 anos, o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) chegava a Minas Gerais para mudar a realidade do campo. Em 2025, as propriedades atendidas movimentaram R$ 6,59 bilhões, valor que equivale a 2,36% de todo o PIB do agronegócio mineiro. Na média, cada produtor assistido movimentou R$ 298,9 mil ao longo do ano.

O programa começou em 2016 com cerca de 600 propriedades, segundo o gerente de Assistência Técnica e Gerencial do Sistema Faemg Senar, Wender Guedes. Desde então, mais de 53 mil propriedades foram beneficiadas em mais de 820 municípios. Entre 2021 e 2025, o número de propriedades atendidas anualmente saltou de aproximadamente 13,8 mil para 22.058, um aumento superior a 80%. Atualmente, o ATeG acompanha cerca de 18 mil produtores, com previsão de chegar a 20.886 propriedades em 2026.

O trabalho envolve diagnóstico, planejamento, acompanhamento de indicadores e análise de custos e receitas. Na pecuária leiteira, houve aumento de 11,15% na produção média, 15,24% na produção por hectare e 20,7% na margem bruta ajustada. Na cafeicultura, as propriedades registraram alta de 28,1% na produtividade e 26,2% na produção, com queda de 40,4% no custo operacional por hectare.

Os resultados aparecem na prática. Rafael Ferreira Pelucio, da Fazenda Santa Maria do Baependi, viu a produtividade do café saltar de 2,7 para 96 sacas por hectare na safra 2024/2025, elevando o faturamento de R$ 39.690 para R$ 2,03 milhões. Já Kleber João Soares, da Fazenda Prata Diamante, em Vargem Bonita, estruturou uma nova queijaria de 38 metros quadrados, capaz de processar 210 litros de leite por dia e produzir 21 peças de queijo, com sala de maturação para 294 queijos.

Para os próximos anos, a proposta é ampliar a qualidade dos dados, incorporar novas tecnologias e modernizar as ferramentas, com foco em sustentabilidade e eficiência. Como afirma Wender, a meta é transformar cada vez mais propriedades em negócios rurais sustentáveis e competitivos, capazes de gerar renda para as próximas gerações.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/servicos/ha-10-anos-ateg-revoluciona-campo-mineiro-2/
