Governo terá programa de apoio para empresas com novas taxas dos EUA, diz Alckmin
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que o governo federal criará um programa de apoio para empresas brasileiras impactadas pelas novas taxas de importação impostas pelos Estados Unidos, em resposta à política tarifária de Donald Trump.
O governo federal criará um programa de apoio a empresas brasileiras que tiverem problemas com as novas taxas de importação impostas pelos Estados Unidos, anunciou o vice-presidente Geraldo Alckmin nesta quarta-feira. A medida é uma resposta à política tarifária do presidente americano Donald Trump, que elevou tarifas para diversos países, incluindo o Brasil. O programa deve incluir linhas de crédito emergenciais, suporte técnico e reforço nas negociações diplomáticas para minimizar os impactos sobre o setor produtivo nacional.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo está atento às dificuldades que as empresas podem enfrentar com as novas barreiras comerciais dos EUA. "Vamos ter um programa de apoio para as empresas que tiverem problemas com as novas taxas", disse, sem detalhar o valor total dos recursos ou o cronograma de lançamento. A declaração foi dada após reunião com representantes de setores exportadores.
Segundo o IBGE, o total de empresas ativas no Brasil em 2025 foi de 213.421.037, um crescimento em relação a 2024, que registrou 212.583.750. O número de companhias afetadas diretamente pelas tarifas americanas ainda não foi divulgado, mas a expectativa é que setores como siderurgia, alumínio, calçados e café sejam os mais impactados. Em 2021, o Brasil tinha 213.317.639 empresas ativas (IBGE, 2021-12-31), e em 2020, 211.755.692 (IBGE, 2020-12-31). Para 2019, o total foi de 210.147.125 (IBGE, 2019-12-31).
Novas taxas dos EUA: o que muda para o Brasil
As tarifas anunciadas por Trump elevam a alíquota sobre produtos brasileiros em até 25% para aço e alumínio, e em 10% para outros itens. O governo brasileiro negocia uma redução ou isenção, mas enquanto não há acordo, o programa de apoio servirá como rede de proteção.
Quais setores serão mais afetados?
Os segmentos que mais exportam para os EUA estão na linha de frente. Siderurgia, alumínio, café, calçados e carne bovina lideram a pauta exportadora brasileira para o mercado americano. Empresas desses setores podem ter queda nas vendas e precisarão de capital de giro para se reestruturar.
Como funcionará o programa de apoio
O programa ainda está em fase de desenho, mas Alckmin adiantou que incluirá:
- Linhas de crédito com juros subsidiados pelo BNDES.
- Suporte técnico para diversificação de mercados.
- Apoio para negociações bilaterais e acordos comerciais.
- Possível redução de burocracia para exportação para outros países.
A expectativa é que o anúncio oficial ocorra nas próximas semanas, após discussões com a equipe econômica e representantes dos setores afetados.
Impacto nas empresas brasileiras
O número de empresas no Brasil cresceu nos últimos anos, mas a pressão externa pode frear o ritmo de abertura de novos negócios. Em 2025, o país tinha 213,4 milhões de empresas ativas (IBGE, 2025-12-31), contra 212,6 milhões em 2024 (IBGE, 2024-12-31). O crescimento de 0,4% mostra resiliência, mas as tarifas americanas podem reduzir a margem de lucro de exportadores.
O que as empresas devem fazer agora?
Empresas que exportam para os EUA devem:
- Revisar contratos e cláusulas de variação cambial.
- Buscar linhas de crédito emergenciais nos bancos públicos.
- Mapear mercados alternativos, como China e Europa.
- Participar das consultas públicas do programa de apoio.
Negociações diplomáticas em andamento
Alckmin afirmou que o Brasil já iniciou conversas com o governo americano para tentar reverter ou reduzir as tarifas. "Temos canais abertos e estamos trabalhando para defender os interesses nacionais", disse. A diplomacia brasileira também busca apoio de outros países afetados, como México e Canadá, para uma ação coordenada.
Perguntas Frequentes
Quem pode solicitar o programa de apoio?
Empresas de todos os portes que comprovem impacto direto das novas taxas dos EUA sobre suas exportações.
Quando o programa será lançado?
O governo ainda não divulgou data oficial, mas a previsão é de anúncio nas próximas semanas.
Os recursos serão a fundo perdido?
Não. As linhas de crédito terão juros subsidiados, mas precisarão ser pagas conforme contrato.
O programa vale para micro e pequenas empresas?
Sim. O desenho inclui condições especiais para MEIs e pequenos negócios.
Como acompanhar as novidades?
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços publicará as regras no Diário Oficial da União e em seu site oficial.