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Governo de SP multa Ultrafarma e Fast Shop em quase R$ 3 bi

ResumoA Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo multou Ultrafarma e Fast Shop em quase R$ 3 bilhões, por autos de infração decorrentes da Operação Ícaro. As penalidades apuram fraude de ICMS e corrupção na própria pasta. A ação do Ministério Público motivou as sanções contra as duas empresas.

A Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo aplicou autos de infração que somam quase R$ 3 bilhões contra Ultrafarma e Fast Shop. As multas decorrem da Operação Ícaro, do Ministério Público, que apura fraude de ICMS e corrupção na própria pasta.

Daniele Xavier
Daniele Xavier Repórter de Cidades · 31 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Governo de SP multa Ultrafarma e Fast Shop em quase R$ 3 bi

Governo de SP multa Ultrafarma e Fast Shop em quase R$ 3 bilhões após apuração da Fazenda

Morador de São Paulo que acompanha os bastidores do varejo recebeu, nesta semana, uma notícia de peso. A Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo aplicou autos de infração que somam quase R$ 3 bilhões contra as redes Ultrafarma e Fast Shop. A ação decorre de uma apuração interna que teve origem na Operação Ícaro, investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo sobre um suposto esquema de fraude tributária e corrupção dentro da própria pasta.

O que aconteceu, em resumo: a Fazenda estadual, após criar um grupo de trabalho em setembro do ano passado, dimensionou o alcance da fraude investigada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec). Somadas, as multas aplicadas diretamente às duas companhias chegam a R$ 2.868.821.141,02.

O que diz o Ministério Público sobre a fraude

Segundo o MP, auditores fiscais favoreciam grandes empresas em processos relacionados ao ressarcimento de créditos de ICMS. Em troca, recebiam propinas. Essa é a espinha dorsal da acusação: um esquema que envolvia corrupção dentro da própria Secretaria da Fazenda.

A investigação é conduzida pelo Gedec, grupo especializado no combate a delitos econômicos. O órgão não informou, até o momento, qual das autuações corresponde à Ultrafarma e qual se refere à Fast Shop. A divisão dos valores entre as duas redes segue em aberto.

Como a apuração chegou às multas bilionárias

A sequência de eventos ajuda a entender o caso:

  1. A Operação Ícaro, do MP-SP, investiga um suposto esquema de fraude tributária e corrupção.
  2. Em setembro do ano passado, a Fazenda criou um grupo de trabalho para dimensionar o alcance da fraude.
  3. A partir dessa apuração interna, a pasta aplicou autos de infração contra as duas redes de varejo.
  4. O valor total das multas soma R$ 2.868.821.141,02, quase R$ 3 bilhões.

O processo administrativo corre paralelo à investigação criminal. Enquanto o MP apura responsabilidades individuais, a Fazenda busca recuperar créditos tributários que teriam sido concedidos irregularmente.

O que a Secretaria da Fazenda informou

A Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo confirmou a aplicação dos autos de infração. O órgão, porém, não detalhou o valor individual de cada autuação. A fonte oficial não informou qual das multas pertence à Ultrafarma e qual à Fast Shop.

Quem acompanha casos de sonegação sabe que a fase de autuação é apenas o começo. As empresas ainda podem apresentar defesa administrativa e recorrer nas instâncias superiores. O valor bilionário, portanto, pode mudar ao longo do processo.

Por que isso importa para o consumidor

A notícia vai além do balcão de atendimento. Quando uma rede de varejo é autuada em valor bilionário, o impacto pode chegar ao preço dos produtos e à saúde financeira da empresa. No caso da Ultrafarma, rede de farmácias com forte presença no estado, e da Fast Shop, varejista de eletrônicos, a multa representa um passivo relevante.

Especialistas em direito tributário costumam lembrar que autos de infração dessa magnitude raramente são pagos de imediato. A tendência é que as companhias contestem os valores, o que pode levar anos de disputa administrativa e judicial. direitos do consumidor em casos de grandes multas

O papel do Gedec na investigação

O Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos é o braço do MP-SP especializado em crimes financeiros. Foi o Gedec que conduziu a Operação Ícaro e que identificou o suposto esquema de propinas envolvendo auditores fiscais.

A fraude, segundo o MP, consistia em favorecer grandes empresas no ressarcimento de créditos de ICMS. Em troca, os auditores recebiam pagamentos ilícitos. O esquema teria funcionado dentro da própria Secretaria da Fazenda.

Próximos passos do caso

Agora, o caso segue em duas frentes. Na esfera administrativa, as empresas podem apresentar defesa contra os autos de infração. Na esfera criminal, o MP continua a investigação para apurar a participação de cada envolvido.

A Fazenda, por sua vez, deve acompanhar o desenrolar do processo para garantir a cobrança dos valores. O órgão não divulgou prazos para a conclusão da análise das defesas. como funciona o processo administrativo tributário em SP

Perguntas Frequentes

Qual o valor total das multas aplicadas?

As multas aplicadas pela Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo contra Ultrafarma e Fast Shop somam R$ 2.868.821.141,02, quase R$ 3 bilhões.

O que é a Operação Ícaro?

É uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo sobre um suposto esquema de fraude tributária e corrupção dentro da Secretaria da Fazenda. A operação deu origem à apuração interna que resultou nas multas.

Qual empresa recebeu a maior multa?

O órgão não informou qual das autuações corresponde à Ultrafarma e qual se refere à Fast Shop. A divisão dos valores entre as duas redes não foi divulgada.

O que o MP apura no caso?

O MP apura um esquema em que auditores fiscais favoreciam grandes empresas em processos de ressarcimento de créditos de ICMS em troca de propinas. A investigação é conduzida pelo Gedec.

As empresas podem recorrer das multas?

Sim. Autos de infração podem ser contestados na esfera administrativa, com defesa junto à própria Secretaria da Fazenda, e posteriormente na esfera judicial. O valor final pode mudar após os recursos.

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