Governo prevê foco em tarifas e nova fase com EUA
Autoridades brasileiras e norte-americanas voltam a se reunir nesta segunda-feira (31) para discutir tarifas. Governo espera retomada das conversas, sem caráter conclusivo.
O governo brasileiro volta a negociar tarifas com os Estados Unidos nesta segunda-feira (31), às 14h30, em reunião virtual. A expectativa de auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consultados sob reserva, é que o encontro se limite a temas tarifários e não tenha caráter conclusivo.
A reunião marca a retomada das conversas após o telefonema entre Lula e o presidente norte-americano, Donald Trump, no último dia 21. Na ocasião, os dois decidiram que os auxiliares voltariam a discutir o tarifaço contra o Brasil. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, falará com o chefe do USTR (representante comercial dos EUA), Jamieson Greer. O chanceler Mauro Vieira pode participar.
Segundo fontes, o Brasil espera que esta rodada fique restrita à negociação de tarifas, sem se estender a temas como meios de pagamento e desmatamento, como ocorreu antes da aplicação da tarifa de 25% prevista na investigação da "seção 301". A ideia é que o encontro apenas marque a retomada e explore caminhos para um acordo comercial, o que exigiria novas reuniões.
Nas conversas anteriores, as delegações não chegaram perto de um acordo. Auxiliares de Lula classificaram como "absurdos" os pedidos dos EUA para o Brasil zerar tarifas sobre bens automotivos, químicos e aeroespaciais. As concessões brasileiras, por outro lado, não foram consideradas suficientes pelos norte-americanos. O governo Lula sugeriu reduzir tarifas para setores como máquinas e equipamentos não produzidos no Brasil, equipamentos para saúde e tecnologia da informação.
Para as famílias que acompanham o noticiário econômico, o desfecho dessas conversas pode influenciar preços de produtos importados e a competitividade da indústria nacional. A orientação é acompanhar os desdobramentos pelos canais oficiais do Ministério do Desenvolvimento e do Itamaraty, que devem divulgar os resultados da reunião após o encontro.