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Como o estresse muda com as estações do ano

ResumoO estresse sazonal varia conforme os ritmos biológicos humanos. O inverno reduz a disposição e a sociabilidade, aumentando a vulnerabilidade emocional, enquanto o verão promove maior atividade e resiliência. A adaptação exige ajustes na exposição à luz solar, na rotina de exercícios e no sono para compensar as mudanças hormonais típicas de cada estação.

Sua energia e humor mudam com as estações. Pesquisas mostram que o inverno reduz a disposição e a sociabilidade, enquanto o verão é a estação mais ativa. Entenda como os ritmos biológicos afetam sua resiliência ao estresse e o que fazer para se adaptar.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 02 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Como o estresse muda com as estações do ano

Você se sente a mesma pessoa em fevereiro e em junho? Para a maioria, a resposta é não. No inverno, a energia diminui, o sistema imunológico fica mais frágil e a sociabilidade cai. Pesquisas mostram que as pessoas são menos propensas a manter uma rotina de exercícios nessa estação. Já os dias longos da primavera trazem revigoramento, e o verão é considerado o período mais ativo e social do ano.

Essa variação não é apenas percepção. A resiliência ao estresse é afetada por processos cíclicos que vão do nível celular ao ciclo das estações. Todos esses ritmos se sobrepõem e interagem, o que significa que a resiliência nunca é um estado fixo, mas um equilíbrio dinâmico entre as capacidades mentais e físicas de uma pessoa e as demandas impostas a ela.

No nível individual, os relógios internos do corpo, sincronizados pelo relógio mestre, ditam os ritmos diários. O ritmo sono-vigília (circadiano) e o cronotipo, que define se você é matutino ou noturno, são exemplos. Ciclos mais lentos, como o reprodutivo feminino, também afetam energia, preparo físico e humor.

As estações alteram ambiente, estilo de vida e fisiologia. Temperatura, clima e luz solar influenciam os níveis de energia e as oportunidades de socialização. Os efeitos variam conforme a distância do Equador. Quando esses ritmos interagem, como o esforço no fim do trimestre durante dias frios de inverno, o resultado pode ser um período de alto estresse e baixo desempenho.

No trabalho globalizado, uma em cada três reuniões já abrange múltiplos fusos horários. Colegas em Paris podem sentir letargia pelo calor, enquanto os de Santiago enfrentam a desaceleração do inverno e os de Calgary se sentem energizados pelo verão. Essa variação raramente é reconhecida pela liderança.

Uma medida prática é normalizar conversas sobre estresse e capacidade sazonal. Pesquisa de 2024 com quase 28 mil funcionários em 16 países mostrou que quem se sente menos à vontade para falar sobre carga de trabalho tem cerca de 10% mais chances de pedir demissão. Oferecer ferramentas de monitoramento de estresse, como dispositivos vestíveis, e proteger tempo para recarga ajuda a cultivar a "inteligência do estresse".

Em nível individual, o treinamento de mindfulness é útil. Um exercício de ancoragem de dois minutos, como a respiração quadrada ou listar três gratidões, traz alívio imediato.

Você é a mesma pessoa em fevereiro e em junho? Provavelmente não. Isso não é defeito, é um ritmo com o qual se pode trabalhar. Ao tratar a resiliência como algo dinâmico, você passa a acolher seus altos e baixos, e os das pessoas ao redor, em vez de se surpreender com eles.

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