Folclore em camisetas fatura R$ 55 mil por mês
Felipe Moreira, ator e empreendedor de Brasília, criou marca que estampa folclore brasileiro em camisetas. Com investimento inicial de R$ 2 mil, o negócio hoje fatura R$ 55 mil por mês.
O folclore brasileiro saiu das histórias de infância para estampar camisetas e gerar faturamento mensal de R$ 55 mil. A marca, criada em Brasília pelo empreendedor Felipe Moreira, usa figuras como Saci, Cuca, Caipora e Boi-Bumbá em uma linguagem urbana. O projeto nasceu de uma observação: uma colega usava uma camiseta com o Saci, e a pesquisa de mercado revelou poucas marcas dedicadas à cultura popular brasileira nesse formato.
Formado em Ciências e atuando como ator, Felipe viu o teatro ser interrompido pela pandemia. Com R$ 2 mil guardados do salário de ator, investiu para validar o negócio. Os primeiros meses tiveram erros: uma pequena coleção e cerca de R$ 1 mil em anúncios pagos não trouxeram o retorno esperado. Em vez de desistir, ele encarou o revés como aprendizado.
A virada veio com ajustes na estratégia. A marca passou a dialogar com o público que busca identidade cultural em vestuário. As lendas, antes restritas ao imaginário popular, ganharam as ruas em estampas que misturam tradição e estética contemporânea. O faturamento atual de R$ 55 mil mensais reflete a aceitação do produto.
O caso ilustra como um nicho cultural pode se tornar negócio viável. Felipe, que não tinha experiência prévia em moda, usou a vivência artística para criar uma ponte entre folclore e consumo. A marca, ainda sem nome divulgado na fonte, opera em Brasília e atende a um público que valoriza a cultura brasileira.
Para quem considera empreender com temas regionais, a trajetória mostra a importância de testar o mercado antes de escalar. O investimento inicial baixo e a disposição para corrigir erros foram decisivos. O próximo desafio do empreendedor é consolidar a marca e ampliar a presença, mantendo a essência do folclore como diferencial.