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Filha de aluguel: acompanhante de idosos em Itu (SP)

ResumoLucimara Camargo, 54 anos, moradora de Itu (SP), atua como acompanhante de idosos em compromissos, serviço apelidado de "filha de aluguel". Aposentada, Lucimara converteu empatia em renda complementar, oferecendo companhia a pessoas da terceira idade em consultas, passeios e tarefas diárias. A iniciativa atende à demanda por suporte afetivo e logístico na cidade.

Moradora de Itu (SP), Lucimara Camargo, 54 anos, virou 'filha de aluguel' para acompanhar idosos em compromissos. Aposentada, ela transformou empatia em renda complementar.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 27 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Filha de aluguel: acompanhante de idosos em Itu (SP)

Uma moradora de Itu (SP) transformou a empatia com idosos em uma forma de trabalho. Aos 54 anos, Lucimara Camargo se tornou uma espécie de "filha de aluguel", como ela mesma define, para acompanhar e transportar idosos em compromissos diários. Aposentada no ano passado, ela encontrou no serviço uma fonte de renda complementar. Em entrevista ao g1, a acompanhante explicou como a atividade funciona.

"Não sou uma cuidadora, sou acompanhante mesmo. Faço transporte para médicos, exames, consultas, fisioterapia, shoppings, mercado, bancos e outros lugares. Levo o(a) idoso(a) para onde precisar", explica Lucimara. O serviço, segundo ela, é exercido com amor, carinho e dedicação.

A demanda por esse tipo de acompanhamento cresce à medida que famílias buscam apoio para parentes idosos. Antonia de Campos, por exemplo, contrata os serviços de Lucimara há dez anos, em Itu (SP). A relação de confiança construída ao longo do tempo é um dos pilares do trabalho.

O serviço de acompanhante difere do de cuidador: foca no deslocamento e na presença em compromissos, não em cuidados de saúde. Para famílias que não podem acompanhar idosos, a "filha de aluguel" surge como alternativa prática.

Lucimara reforça que a atividade vai além do transporte. "Levo o(a) idoso(a) para onde precisar", resume. A dedicação e o vínculo afetivo são diferenciais que explicam a permanência de clientes como Antonia por uma década.

A história de Lucimara ilustra como a empatia pode virar profissão. Em um país com população envelhecendo, serviços como esse ganham relevância. A acompanhante de Itu mostra que, com carinho, é possível transformar uma necessidade em oportunidade de renda.

Para quem busca esse tipo de apoio, a dica é conversar com a família e avaliar as necessidades do idoso antes de contratar. A confiança, como no caso de Antonia e Lucimara, é construída com tempo e dedicação.

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