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Exportações do agro para países árabes avançam 5% no primeiro semestre

ResumoAs exportações do agronegócio brasileiro para os 22 países da Liga Árabe cresceram 5% no primeiro semestre de 2026, totalizando US$ 7,03 bilhões. O resultado demonstra a resiliência do setor diante dos impactos da guerra no Oriente Médio, mantendo o avanço comercial com o bloco árabe.

As exportações do agronegócio brasileiro para os 22 países da Liga Árabe cresceram 5% no primeiro semestre de 2026, alcançando US$ 7,03 bilhões. O desempenho reforça a resiliência do setor frente aos impactos da guerra no Oriente Médio.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 20 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Exportações do agro para países árabes avançam 5% no primeiro semestre

Exportações do agro para países árabes avançam 5% no primeiro semestre

As exportações do agronegócio brasileiro para os 22 países da Liga Árabe cresceram 5% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando US$ 7,03 bilhões. O agronegócio respondeu por aproximadamente 75% de todas as exportações brasileiras para a Liga Árabe no período, segundo dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

O desempenho reforça a resiliência do setor diante dos impactos provocados pela guerra no Oriente Médio, que desde fevereiro dificulta a navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais da região.

Por que o agro brasileiro mantém força na região mesmo com crise?

Para o secretário-geral da Câmara Árabe-Brasileira, Mohamad Mourad, o resultado demonstra que o Brasil conseguiu preservar sua posição como principal fornecedor de alimentos para os países árabes, apesar dos desafios logísticos.

"O Brasil segue liderando o fornecimento de alimentos para os países árabes, inclusive para os do Golfo. Se continuarmos assim, podemos ter, inclusive, avanço nas receitas sobre o ano passado", afirmou.

Exportadores brasileiros reorganizaram a logística para manter o abastecimento da região, utilizando portos no Mar Vermelho e complementando o transporte com modais rodoviário e aéreo. O custo adicional da operação tem sido dividido entre exportadores, importadores e consumidores finais.

Exportações para o Golfo: queda pequena, mas resultado expressivo

Nos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã, as exportações do agronegócio somaram US$ 2,58 bilhões no primeiro semestre, uma queda de 1,06% em relação ao mesmo período de 2025.

Ainda assim, a Câmara Árabe considera o resultado expressivo diante das restrições impostas pelo conflito. A queda modesta, segundo Mourad, mostra que a logística alternativa funcionou para segurar o fluxo de mercadorias.

Açúcar e carne de frango caem, mas milho e soja disparam

Entre os principais produtos exportados, o açúcar permaneceu na liderança, apesar de uma retração de 7,45% nas vendas, para US$ 1,79 bilhão. A carne de frango, segundo principal item da pauta, também registrou queda, de 9,99%, totalizando US$ 1,57 bilhão.

As perdas, no entanto, foram compensadas pelo avanço de outras commodities agrícolas:

  • Milho: cresceu 49,51% no semestre, alcançando US$ 794,9 milhões
  • Carne bovina: aumentou 7,33%, para US$ 792,27 milhões
  • Soja: avançou 14,19%, somando US$ 758,49 milhões

Para Mourad, a diversificação da pauta exportadora contribuiu para manter o desempenho positivo do agronegócio brasileiro na região, mesmo em um cenário de instabilidade geopolítica.

Emirados Árabes e Arábia Saudita: os maiores compradores

Importantes mercados continuaram ampliando as compras de produtos brasileiros. No primeiro semestre, as exportações para os Emirados Árabes Unidos cresceram 6,01%, para US$ 1,72 bilhão, enquanto os embarques para a Arábia Saudita avançaram 11%, chegando a US$ 1,51 bilhão.

Também houve forte expansão nas vendas para o Egito, com alta de 31,73%, e para a Argélia, que ampliou as importações do Brasil em 12,49%.

O que esperar para os próximos meses?

A Câmara Árabe avalia que as exportações podem ganhar ritmo nos próximos meses com o início da formação de estoques para o Ramadã. Em 2027, o mês sagrado dos muçulmanos terá início em fevereiro, o que tradicionalmente impulsiona as compras de alimentos entre setembro e novembro.

Na avaliação da entidade, o crescimento das exportações agropecuárias para a Liga Árabe reforça a capacidade do setor brasileiro de manter mercados estratégicos mesmo diante de dificuldades logísticas e de um cenário internacional mais desafiador.

Perguntas Frequentes

O que é a Liga Árabe?

É uma organização que reúne 22 países do Oriente Médio e norte da África, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Argélia.

Qual produto brasileiro mais se destaca nas exportações para os árabes?

O açúcar lidera a pauta, com US$ 1,79 bilhão no primeiro semestre, apesar de uma retração de 7,45%.

A guerra no Oriente Médio afetou as exportações?

Sim, a guerra dificulta a navegação pelo Estreito de Ormuz desde fevereiro, mas exportadores brasileiros reorganizaram a logística para manter o abastecimento.

Quanto o Brasil exportou para os países do Golfo?

As exportações do agronegócio para os seis países do CCG somaram US$ 2,58 bilhões no primeiro semestre, uma queda de 1,06%.

O que esperar para o segundo semestre?

A Câmara Árabe projeta avanço nas receitas com a formação de estoques para o Ramadã, que em 2027 começa em fevereiro.

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