Ex-presidente do BRB tinha contas zeradas no bloqueio
Relatórios bancários enviados ao STF após a quebra de sigilo do caso Master revelam que o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, tinha contas zeradas e saldo devedor na data do bloqueio de bens determinado pelo ministro André Mendonça.
Documentos revelados após a quebra de sigilo do caso Master detalham a apreensão e o bloqueio de bens de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). Preso desde abril, ele teve todos os saldos bancários bloqueados, mas relatórios enviados por instituições financeiras mostram contas zeradas e dívida com banco.
A decisão é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que determinou o bloqueio de valores de Paulo Henrique e de Daniel Monteiro, apontado como operador dos pagamentos nas negociações entre Master e BRB. Paulo Henrique é acusado de receber R$ 146 milhões em imóveis de luxo do banqueiro Daniel Vorcaro.
Em relatório enviado ao STF, o próprio BRB, banco do qual o réu era dirigente, apontou que não havia qualquer valor a ser bloqueado. Caixa, Bradesco Seguros, Mercado Pago e Paypal também afirmaram que as contas no nome do investigado estavam sem saldo.
Os maiores valores foram apontados pelo Nubank, que comprovou duas contas: uma conta-salário com R$ 707,11 e um depósito na NuInvest de R$ 42,70. A Poupex declarou R$ 288,37 no nome de Paulo Henrique. O Bradesco declarou saldo de R$ 42,85 e informou que não há valores em ações, aplicações financeiras ou outros investimentos.
Daniel Monteiro também apresentou contas zeradas, com exceção de uma conta no Itaú com saldo de R$ 51.737,65.