# SAF como saída para crise do Corinthians; veja análise

> O Corinthians enfrenta déficit de R$ 246 milhões no primeiro semestre de 2026 e dívida total de R$ 2,8 bilhões, conforme balancete divulgado. A SAF (Sociedade Anônima do Futebol) e o controle orçamentário rígido são apontados pelo especialista Amir Somoggi como soluções para evitar asfixia financeira. A transformação em SAF exige reestruturação administrativa e redução de custos operacionais.

*Portal Notícias MG · Serviços · 03 de setembro de 2026 · Marília Stefani*

Balancete do Corinthians mostra déficit de R$ 246 mi no 1º semestre de 2026 e dívida de R$ 2,8 bi. Para Amir Somoggi, SAF e controle orçamentário são caminhos para evitar asfixia financeira.

O Corinthians encerrou o primeiro semestre de 2026 com déficit de R$ 246 milhões e dívida total de cerca de R$ 2,8 bilhões, segundo balancete financeiro do clube. Para Amir Somoggi, da Sports Value, especialista em marketing esportivo e valuations, a venda da SAF e um choque de gestão são caminhos para evitar o que ele chama de asfixia financeira. A análise foi feita com base nos números do próprio balancete alvinegro, que mostram deterioração das contas, alta de despesas e comprometimento das receitas com o futebol.

A receita total do Corinthians chegou a R$ 426 milhões nos seis primeiros meses do ano, queda de 13% ante o mesmo período de 2025. A redução veio principalmente de transferências de jogadores, arrecadação com partidas e direitos de transmissão. O marketing foi o destaque positivo, com R$ 220 milhões no semestre, alta de 53%, mas insuficiente para compensar as demais perdas. Os custos com futebol somaram R$ 396 milhões, 2% acima do ano anterior, o equivalente a 93% da receita total. Somoggi usa como referência um limite de 73%: nesse patamar, os gastos deveriam ficar em torno de R$ 311 milhões, cerca de R$ 85 milhões abaixo do registrado.

A folha salarial subiu 13%, para R$ 284 milhões entre janeiro e junho. As despesas financeiras avançaram 50% em um ano, chegando a R$ 147 milhões, ante R$ 98 milhões no mesmo período de 2025. O endividamento total alcança R$ 2,8 bilhões, com destaque para dívidas tributárias acima de R$ 905 milhões, empréstimos e financiamentos de aproximadamente R$ 390 milhões, alta de 66%, e contingências de R$ 427 milhões, crescimento de 160% na comparação anual.

"Pelos números apresentados, fica cada vez mais claro que, sem virar SAF e implementar um choque de gestão, com controle orçamentário e redução de endividamento, clube seguirá asfixiado financeiramente", afirmou Somoggi. A análise aponta como alternativas a venda da SAF e mecanismos mais rígidos de controle orçamentário. O cenário combina queda de receitas, aumento da folha, custos elevados do futebol e crescimento do passivo, o que, segundo o especialista, reforça a necessidade de medidas para melhorar a eficiência da gestão e reduzir o endividamento. o que é SAF no futebol como funciona o controle orçamentário em clubes

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