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Equilíbrio fiscal é "palavrão" para Lula, diz Caiado

ResumoRonaldo Caiado (PSD) afirmou que equilíbrio fiscal é "palavrão" para Lula, criticando a gestão econômica do governo federal. Caiado defendeu contenção de gastos públicos e redução de juros como medidas essenciais para a estabilidade econômica. A declaração do governador de Goiás reflete tensão entre governadores e União sobre política fiscal.

Ronaldo Caiado (PSD) disse que equilíbrio fiscal é "palavrão" para Lula e defendeu contenção de gastos e juros menores. Veja o que isso significa para a economia.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 25 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Equilíbrio fiscal é "palavrão" para Lula, diz Caiado

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) subiu o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (25) e afirmou que equilíbrio fiscal é "palavrão" para o chefe do Planalto. A declaração foi dada durante evento da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), onde Caiado falou sobre um "endividamento cada vez maior" da população.

No discurso, o ex-governador defendeu a contenção de gastos da União e a diminuição da taxa de juros. Na visão dele, juros altos afastam investimentos externos. O dado que sustenta a crítica: a dívida pública do Brasil fechou o último ano em 78,7% do PIB, segundo contas do governo federal, e deve seguir subindo mesmo com superávits previstos, porque os juros encarecem a rolagem das obrigações.

Coordenador do programa de governo de Caiado, Roberto Brant afirmou à CNN Brasil que o plano prevê estabilizar a dívida entre dois e três anos. A receita inclui barrar novas despesas e atacar incentivos tributários. "Nós vamos procurar outras áreas. Vamos estudar com lupa as isenções tributárias. Algumas delas são consensos sociais e não adianta querer mexer, mas há espaço para se mexer em parte", disse Brant, que também descartou criar despesas ou dar garantias para operações de crédito.

Para Brant, um choque fiscal pode melhorar o resultado primário e pressionar os juros para baixo, já que a incerteza sobre a política fiscal é um dos principais motivos do juro real alto no Brasil. Caiado, que já vinha prometendo priorizar controle de gastos e reformas, agora coloca a pauta no centro da campanha. dívida pública brasileira A pergunta que fica é se o discurso chega ao bolso do eleitor, que sente os efeitos dos juros no crédito e no consumo.

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