Eleições 2026: como são eleitos deputados federais e estaduais
No dia 4 de outubro, eleitores de todo o Brasil votam para deputados federais e estaduais. O sistema é proporcional: votos vão para partidos, que definem cadeiras por quociente eleitoral e partidário. Veja o passo a passo.
No dia 4 de outubro, eleitores de todo o Brasil votam para presidente, governador, senador e deputados federais e estaduais. O sistema de votação, porém, não é o mesmo para todos. Presidente, governador e senador são escolhidos pelo sistema majoritário: vence quem tem mais votos. Já deputados federais e estaduais saem do sistema proporcional, e é aí que a conta começa a ficar interessante.
No sistema proporcional, o voto não vai direto para o candidato, mas para o partido dele. Primeiro, calcula-se quantas vagas cada legenda tem direito. Depois, dentro do partido, os candidatos mais votados preenchem as cadeiras. Quem recebe mais votos na legenda ocupa as vagas garantidas por ela.
Para saber quantos votos um partido precisa para eleger alguém, usa-se o quociente eleitoral. O cálculo divide o total de votos válidos para o cargo pelo número de cadeiras disponíveis. Um candidato só é eleito se tiver, no mínimo, 10% desse quociente. Na prática, quem não alcança esse piso fica de fora, mesmo com votação expressiva.
A distribuição das vagas entre os partidos sai do quociente partidário. A conta divide os votos válidos da legenda pelo quociente eleitoral. O resultado indica quantas cadeiras aquele partido ocupa inicialmente.
Sobraram vagas? Entra o cálculo da média, conhecido como sobras. Divide-se os votos válidos do partido pelo número de vagas já obtidas mais um. Se sobra uma cadeira, fica com ela o partido de maior média. Se sobra mais de uma, repete-se o processo até preencher tudo, desde que o partido tenha ao menos 80% do quociente eleitoral e os candidatos, votação mínima de 20% do quociente.
Quem acompanha eleição no interior sabe: a votação de um candidato pode eleger outro da mesma legenda. Por isso, entender o sistema proporcional ajuda a ler os resultados do dia 4 de outubro sem susto. A conta parece complexa, mas o raciocínio é direto: primeiro o partido garante as vagas, depois os nomes preenchem as cadeiras.