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Educadoras de creches de Paulínia paralisam por equiparação salarial

ResumoEducadoras infantis da rede municipal de Paulínia (SP) paralisam nesta quinta-feira (27) por equiparação salarial. O movimento ocorre após meses de negociação sem acordo, conforme o sindicato da categoria. A ação busca igualar os vencimentos das profissionais a outros cargos municipais, sem avanço nas tratativas.

Educadoras infantis da rede municipal de Paulínia (SP) paralisam nesta quinta-feira (27) por equiparação salarial. Movimento ocorre após meses de negociação sem acordo, segundo o sindicato da categoria.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 27 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Educadoras de creches de Paulínia paralisam por equiparação salarial

Educadoras infantis da rede municipal de Paulínia (SP) fazem uma paralisação nesta quinta-feira (27) por equiparação salarial. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia (STSPMP), o movimento ocorre após meses de negociações sem acordo sobre a equiparação salarial da categoria.

A mobilização das trabalhadoras acontece no Paço Municipal, e algumas unidades amanheceram com aviso nos portões comunicando a paralisação. De acordo com a Prefeitura de Paulínia, há 1.836 alunos matriculados nas creches e 1.200 foram impactados pela paralisação.

Em nota, a administração municipal lamentou os impactos provocados e disse que as servidoras que aderirem ao movimento poderão sofrer desconto no salário. "A paralisação terá impactos na rotina de centenas de famílias e também às servidoras que aderirem ao movimento, uma vez que a ausência ao trabalho poderá resultar no desconto do dia, conforme a legislação vigente", diz trecho da nota.

A paralisação desta quinta-feira não é um fato isolado na história recente da categoria. O movimento reflete uma negociação que se arrasta por meses, sem acordo entre o sindicato e a administração municipal. A reivindicação central é a equiparação salarial, uma pauta que envolve diretamente a valorização profissional das educadoras e a qualidade do atendimento nas creches.

O impacto de 1.200 alunos, em um universo de 1.836 matriculados, significa que cerca de dois terços das crianças atendidas foram afetadas. Esse número, por si só, evidencia a dimensão do movimento e a necessidade de uma solução que considere tanto os direitos das trabalhadoras quanto a rotina das famílias.

A prefeitura, por sua vez, sinaliza que a legislação vigente permite o desconto do dia para quem aderir à paralisação. A medida, embora prevista em lei, tende a aprofundar o desgaste entre as partes. A categoria, por outro lado, aposta na mobilização como forma de pressionar por uma resposta concreta.

A expectativa é que as negociações sejam retomadas nos próximos dias. Enquanto isso, famílias e educadoras seguem aguardando um desfecho que concilie a valorização profissional com a continuidade do atendimento às crianças.

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