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Economista de Flávio Bolsonaro cita Milei como exemplo

ResumoDaniella Marques, coordenadora da área econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro, citou Javier Milei como "ótimo exemplo" durante seminário em 14 de setembro. A economista defendeu revisão de gastos públicos, privatizações e revogação de benefícios tributários como medidas de ajuste fiscal.

Daniella Marques, coordenadora da Economia no plano de Flávio Bolsonaro, chamou Javier Milei de 'ótimo exemplo' e defendeu revisão de gastos, privatizações e revogação de benefícios tributários em seminário na segunda-feira (14/9).

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 15 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Economista de Flávio Bolsonaro cita Milei como exemplo

Daniella Marques, coordenadora da Economia no plano de governo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), citou o presidente da Argentina, Javier Milei, como "ótimo exemplo" nesta segunda-feira (14/9). A declaração foi feita durante entrevista coletiva no seminário Brasil Hoje, promovido pelo Esfera Brasil, em São Paulo.

Na mesma fala, Marques defendeu três frentes: revisão de gastos públicos, privatização de estatais e revogação de regras e benefícios tributários. "Milei é um ótimo exemplo em termos de voltar a ter capacidade de investimento, em redução de burocracia e impostos", afirmou.

Próxima ao ex-ministro Paulo Guedes, Daniella Marques presidiu a Caixa Econômica Federal no governo Jair Bolsonaro. A fala sinaliza qual time econômico desenha o programa do candidato do PL, e o que muda em relação ao discurso de anos anteriores.

O que ela disse sobre juros e contas públicas

Sobre a alta na taxa de juros do país, Marques afirmou que o governo precisa ser "responsável com as contas" para dar melhores condições ao Banco Central. A frase que resume a posição: "Quem não cuida das contas, não cuida das pessoas. Então a gente vai focar em botar as contas no azul pra que se permita que haja a redução de juros no Brasil".

O argumento conecta ajuste fiscal a juro menor, receita conhecida de quem acompanha debate econômico há anos. A novidade está em quem assina o discurso: uma ex-presidente da Caixa, banco público, defendendo enxugamento de estatais.

Relações externas e credibilidade

Daniella Marques também defendeu que o país precisa "voltar para a mesa" nas relações externas. Avaliou que o governo atual não tem credibilidade. Não detalhou quais acordos ou fóruns seriam retomados.

O seminário Brasil Hoje, do Esfera Brasil, reuniu em São Paulo nomes do debate econômico. A fala de Marques ocorre no mesmo período em que o STF pauta decisão que Flávio Bolsonaro classificou como "vital para o nosso país", e em que pesquisas Quaest mostram cenário eleitoral em movimento.

Quem acompanha política econômica em Minas sabe que o discurso de ajuste fiscal costuma esquentar em ano eleitoral. A diferença, agora, é a referência externa explícita a Milei, algo que nem todo candidato assume em palanque. cenário eleitoral em Minas

O que muda, na prática, é o tom: menos improviso, mais vitrine de plano. Para o eleitor que decide voto por economia, a pergunta que fica é quais estatais entrariam na lista e quais benefícios tributários seriam revistos. Marques não detalhou nenhum dos dois na coletiva.

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