# Doação de medula óssea: cadastro simples salva vidas

> A doação de medula óssea é um procedimento de cadastro simples em hemocentros brasileiros. O transplante do ator Ricardo Blat destacou a importância desse gesto como única esperança para pacientes com doenças do sangue. O registro voluntário exige apenas coleta de sangue e pode salvar vidas.

*Portal Notícias MG · Serviços · 31 de agosto de 2026 · Sérgio Tadeu Mafra*

O transplante do ator Ricardo Blat trouxe à tona a doação de medula óssea. O cadastro é simples, feito em hemocentros, e pode ser a única esperança para pacientes com doenças do sangue.

A doação de medula óssea ganhou destaque após o transplante realizado pelo ator Ricardo Blat para tratar uma leucemia. O gesto que salva vidas ainda enfrenta mitos: muitos imaginam um processo complexo ou doloroso. A realidade é mais simples, e o cadastro pode ser a única esperança para milhares de pacientes com doenças do sangue no Brasil.

Para se tornar um doador, o primeiro passo é se inscrever no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). É preciso ter entre 18 e 35 anos, apresentar bom estado de saúde, não ter doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue e levar um documento de identidade. No hemocentro, uma pequena amostra de sangue, com cerca de 10 ml, é coletada. Essa amostra serve para analisar as características genéticas do voluntário (tipagem HLA), que são inseridas em um banco de dados nacional. O cadastro permanece ativo até os 60 anos de idade do doador.

Segundo dados do REDOME, a chance de encontrar um doador compatível fora da família é rara, aproximadamente uma em cada 100 mil pessoas. Por isso, quanto maior e mais diverso for o número de cadastrados, maiores são as chances de pacientes encontrarem alguém compatível para o transplante. Caso você seja compatível com um paciente, a equipe do REDOME entrará em contato para confirmar seu interesse e realizar novos exames. O doador não arca com nenhum custo durante todo o processo.

A doação pode ser feita de duas maneiras, e a escolha depende da necessidade do paciente. Por aférese, a forma mais comum, o doador toma um medicamento por cinco dias para aumentar a produção de células-tronco. Depois, o sangue é coletado por uma veia do braço, passa por uma máquina que separa as células necessárias e retorna ao corpo pela outra veia. O procedimento dura algumas horas e não requer internação. Na retirada direta do osso da bacia, o procedimento ocorre em centro cirúrgico, com anestesia, e o doador não sente dor. A recuperação é rápida; geralmente, o doador tem alta no dia seguinte e pode retomar as atividades normais em poucos dias.

Em ambos os casos, a medula óssea do doador se recompõe totalmente em poucas semanas, sem qualquer prejuízo à sua saúde. Para quem pensa em se cadastrar, o caminho começa com uma visita ao hemocentro mais próximo. Cada novo voluntário aumenta as chances de alguém encontrar a compatibilidade que espera.

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