# Dicas de especialista para escolher investimentos com segurança

> Daniela Barreto, especialista em finanças pessoais, orienta que a escolha de investimentos seguros exige alinhar prazo, liquidez e perfil de risco antes de comparar taxas. A decisão consciente prioriza objetivos financeiros claros e evita erros comuns como buscar retornos imediatos sem avaliar a volatilidade. A análise criteriosa desses três fatores reduz perdas e aumenta a previsibilidade dos resultados.

*Portal Notícias MG · Serviços · 27 de agosto de 2026 · Marília Stefani*

Escolher um investimento vai além de comparar taxas. A especialista Daniela Barreto explica como alinhar prazo, liquidez e risco para tomar decisões mais conscientes e evitar erros comuns.

Escolher um investimento vai além de comparar taxas de rentabilidade. Em um cenário de juros elevados, inflação persistente e ampla oferta de produtos financeiros, decidir apenas pelo retorno prometido pode levar a escolhas inadequadas para o perfil e os objetivos de cada investidor.

Os melhores investimentos não são necessariamente os que oferecem maior rentabilidade, mas os que estão alinhados ao prazo, à necessidade de liquidez e ao nível de risco que cada pessoa está disposta a assumir. Quem afirma é Daniela Barreto, gerente de estratégia de investimentos do Inter. Confira as principais orientações da especialista para investir de forma mais consciente.

## O primeiro passo: entender o objetivo do investimento

Antes de aplicar, é preciso responder a uma pergunta: por que o dinheiro será investido? A resposta influencia diretamente quais produtos fazem sentido para cada situação. Ignorar critérios como prazo, liquidez e risco é uma das principais causas de insatisfação dos investidores.

"Não existe investimento ideal para todas as pessoas. Existe o investimento mais adequado para cada objetivo e momento financeiro", explica Daniela.

## Prazo e tolerância ao risco: a combinação essencial

A estratégia começa pela combinação entre prazo e tolerância ao risco. Esses dois fatores devem caminhar juntos na construção da carteira. Em geral, a lógica funciona assim:

- Reserva de emergência: prioriza liquidez imediata. Entre as alternativas mais utilizadas estão aplicações pós-fixadas atreladas ao CDI ou à Selic, que acompanham a alta dos juros.
- Objetivos de médio e longo prazo: quem investe pensando em cinco, dez anos ou mais pode aceitar maior volatilidade em troca de maior potencial de retorno. A composição costuma variar conforme o perfil do investidor.

Definir primeiro o horizonte de investimento evita decisões precipitadas durante momentos de volatilidade do mercado.

## Diversificação: a estratégia para reduzir riscos

Concentrar todo o patrimônio em apenas um produto, banco ou emissor aumenta a exposição a eventos específicos daquela instituição. Mesmo investimentos protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) possuem limites de cobertura e podem exigir prazo para ressarcimento em caso de intervenção na instituição financeira.

Uma carteira diversificada normalmente distribui recursos entre diferentes classes de ativos, como renda fixa, fundos e Tesouro Direto. Plataformas que reúnem esses produtos, como o Super App do Inter, facilitam a comparação em um único ambiente.

## Erros comuns antes de investir

Grande parte dos erros acontece antes da aplicação. Os equívocos mais frequentes apontados pela gerente são:

- Comparar aplicações sem considerar riscos ou características. Um investimento que paga "120% do CDI" pode não ser mais vantajoso do que outro aparentemente menos rentável, dependendo da tributação, prazo e liquidez.
- Ignorar o objetivo financeiro. Saber para que o dinheiro será utilizado ajuda a escolher aplicações compatíveis com o prazo e o nível de risco.
- Não considerar que os dois fatores devem ser analisados em conjunto. Um investimento mais rentável pode apresentar riscos maiores ou menor liquidez.

Em um cenário de juros elevados, ativos pós-fixados atrelados ao CDI ou à Selic tendem a ganhar protagonismo. Já para quem busca preservar o poder de compra no longo prazo, títulos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+, podem garantir rendimento real acima da inflação.

## Análise: o contexto dos juros e a escolha consciente

Em um ambiente de juros altos, a tentação de buscar rentabilidades maiores pode levar a decisões precipitadas. A orientação da especialista reforça que a comparação deve considerar a rentabilidade líquida, já descontados impostos, além de liquidez, prazo, risco do emissor e adequação aos objetivos financeiros. Revisões periódicas são recomendadas, mas mudanças constantes por impulso tendem a prejudicar os resultados.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/servicos/dicas-especialista-fazer-boas-escolhas-investimentos/
