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Puerpério: quem cuida da mãe após o parto? Kalil debate

ResumoPuerpério é o período pós-parto que exige acompanhamento médico contínuo, mas muitas mães negligenciam a própria saúde. O programa CNN Sinais Vitais, com Kalil e especialistas, debate riscos físicos e emocionais, a importância da rede de apoio e os sinais de alerta para complicações. A atenção profissional e familiar reduz mortalidade materna e previne depressão pós-parto.

O puerpério exige atenção médica cuidadosa, mas muitas mães negligenciam a própria saúde. Kalil e especialistas debatem riscos, rede de apoio e sinais de alerta no CNN Sinais Vitais.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 07 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Puerpério: quem cuida da mãe após o parto? Kalil debate

O período após o nascimento de um bebê exige atenção médica cuidadosa, mas muitas mães acabam deixando a própria saúde de lado em meio às demandas do recém-nascido. No CNN Sinais Vitais deste sábado (5), o Dr. Kalil recebeu Rosiane Mattar, professora titular da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, e Karina Belickas, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, para debater os riscos do puerpério e a importância de uma rede de apoio.

Segundo Rosiane Mattar, existe uma visão romantizada do pós-parto. "Todo mundo acha que vai dar conta, que vai ser tranquilo, que para os outros é difícil, mas para mim vai ser light", afirmou. Quando a realidade se impõe, com um recém-nascido que chora e uma mãe insegura, instala-se uma crise. "Quando ela está assim, ela não se cuida, não come direito, não dorme direito, não vai ao médico", alertou.

Mattar lembrou que, antigamente, a família exercia papel central de suporte, algo menos comum hoje. "A palavra doula veio de uma pessoa da comunidade que já tinha filho e que ia ajudar a pessoa", explicou, reforçando que a presença de apoio é fundamental para um puerpério mais seguro.

Karina Belickas ressaltou que complicações pós-parto estão ligadas ao histórico da gestação e ao tipo de parto. Mulheres com ganho excessivo de peso ou diabetes descompensado na gravidez têm maior risco de infecções, tanto na cesárea quanto em lacerações ou episiotomias. Gestantes com aumento de pressão podem manter hipertensão e precisar de acompanhamento contra a pré-eclâmpsia.

A especialista também alertou para riscos cardiovasculares. Falta de ar, dificuldade para dormir e sensação de afogamento ao acordar merecem avaliação. "Você precisa ter um olhar um pouquinho mais cuidadoso para o risco de doença cardiovascular que possa ser secundária", disse.

Sinais que exigem atendimento médico: vermelhidão, secreção atípica ou piora da dor em feridas; cansaço progressivo que interfere no sono; pressão arterial alterada; e febre com calafrios. A febre pode vir da descida do leite, mas, como enfatizou Belickas: "É importante, em uma situação de temperatura elevada, mal-estar e calafrio, também procurar o médico."

Para a família, o recado é claro: apoiar a mãe nesse período não é opcional, é parte do cuidado com a saúde de quem acabou de dar à luz. saúde da mulher no pós-parto

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