# Debate político perde espaço para redes sociais, diz cientista política

> A política no Brasil está cada vez mais mediada por redes sociais, segundo a professora Graziella Testa da UFPR. Esse fenômeno tem consequências diretas na forma como os eleitores se conectam com os candidatos.

*Portal Notícias MG · Serviços · 25 de julho de 2026 · Cláudia Resende*

## Debate político perde espaço para redes sociais, diz cientista política

A política no Brasil se transformou em um ambiente cada vez mais mediado por telas e algoritmos, conforme analisa a professora da UFPR (Universidade Federal do Paraná) Graziella Testa. Ela observa que esse fenômeno resulta na "solidificação" dos eleitores que não estão dispostos a mudar de voto. "Essa solidificação tem a ver com a ideia de identidade, que, às vezes, sequer perpassa uma questão temática", explica Testa ao WW Especial.

Esse distanciamento das propostas de governo e a concentração do debate na personalidade do candidato são preocupantes. Em 2025, 76 milhões de domicílios no Brasil tinham acesso à internet, com um crescimento mais acentuado nas áreas rurais, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Testa afirma que não há dúvida de que a identidade está intimamente relacionada ao formato de comunicação. Ela vê um futuro desafiador para a construção de novas lideranças políticas, destacando que "não temos mais espaço para isso". A relação entre eleitores e políticos se intensificou durante a pandemia da COVID-19, com a adoção de sessões semipresenciais no Congresso, onde a presença física dos parlamentares se tornou menos necessária.

As discussões políticas, antes restritas à Câmara dos Deputados e ao Senado, migraram para as telas, com a população acessando seus representantes onde eles estão: no celular. "Esse debate acontece, sobretudo, nas próprias redes", finaliza Testa.

Apresentado por William Waack, o programa é exibido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil.

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