Datafolha: Lula 39% e Flávio Bolsonaro 35%
O Datafolha divulgou nova pesquisa de intenção de voto para presidente. Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro com 35%, dentro do limite da margem de erro de dois pontos percentuais.
O Datafolha divulgou uma nova pesquisa de intenção de voto para presidente. No primeiro turno, Lula, do PT, aparece com 39%, e Flávio Bolsonaro, do PL, com 35%. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Com a margem, Lula varia de 37% a 41%. Flávio Bolsonaro, de 33% a 37%. Os dois estão empatados no limite da margem de erro.
Os números do 1º turno
Augusto Cury, do Avante, aparece com 6%, com variação de 4% a 8% na margem. Ronaldo Caiado, do PSD, tem 4%, com faixa de 2% a 6%. Renan, com 3%, e Zema, com 2%, completam a lista divulgada pelo instituto.
A pesquisa mostra como cada nome se moveu ao longo do levantamento. Lula aparecia com 39% na primeira pesquisa, em agosto. Depois, 38%. Agora, 39%. Flávio Bolsonaro tinha 33%, manteve os 33% e agora tem 35%. Augusto Cury tinha 2%, depois 8% e agora 6%. Ronaldo Caiado tinha 5%, depois 4% e agora 4% de novo.
O que isso significa para o eleitor
Número de pesquisa não é voto. A margem de erro de dois pontos existe justamente para mostrar que a diferença entre dois candidatos pode ser menor do que parece. No caso de Lula e Flávio Bolsonaro, a vantagem de quatro pontos fica dentro do intervalo que o próprio instituto reconhece como incerto: 37% a 41% contra 33% a 37%. Ou seja, os dois podem estar mais próximos do que os números isolados sugerem.
Para quem acompanha a eleição, o dado útil não é só a posição de cada nome, mas a trajetória. Um candidato que sai de 2% para 8% e depois recua para 6% sinaliza movimento, não estabilidade. Já quem mantém o mesmo patamar por três levantamentos consecutivos, como Ronaldo Caiado, mostra consistência dentro da faixa em que foi medido.
O nível de confiança de 95% significa que, se a pesquisa fosse repetida 100 vezes, em 95 delas o resultado estaria dentro da margem. É um retrato do momento, não uma previsão. A próxima rodada de pesquisa e os movimentos de campanha é que vão mostrar se essa fotografia se mantém.
como funciona a margem de erro em pesquisas eleitorais