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Dados de brasileiros são vendidos na dark web por menos de R$ 70

ResumoPesquisa da NordVPN revela que dados pessoais de brasileiros são vendidos na dark web por menos de R$ 70. Cartões de crédito e contas de e-mail figuram entre os itens mais baratos, enquanto contas financeiras atingem US$ 1.700. A exposição inclui informações como CPF, endereços e credenciais de acesso.

Dados pessoais de brasileiros são vendidos na dark web por menos de R$ 70, aponta pesquisa da NordVPN. Cartões e contas de e-mail estão entre os itens mais baratos, enquanto contas financeiras chegam a US$ 1.700.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 07 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Dados de brasileiros são vendidos na dark web por menos de R$ 70

Dados pessoais de brasileiros já circulam na internet e podem ser vendidos na dark web. Uma pesquisa da NordVPN divulgada neste mês mostra que cartões de pagamento roubados têm preço mediano de cerca de US$ 13, o equivalente a R$ 67. O levantamento também revela um contraste entre a percepção dos brasileiros sobre privacidade e o que realmente interessa aos criminosos.

Enquanto 37% dos entrevistados temem que informações pessoais estejam circulando pela internet sem seu conhecimento, os itens mais comercializados na "internet paralela" são cartões, contas de e-mail e serviços de streaming. Um conjunto completo de dados pessoais, chamado de "fullz", chega a US$ 40 (R$ 208) e pode incluir nome completo, data de nascimento, endereço e até informações de cartões.

Contas de redes sociais têm valores maiores. Acessos a perfis do Telegram são vendidos por cerca de US$ 12 (R$ 62), enquanto os do TikTok chegam a US$ 60 (R$ 312). Já contas de streaming ficam bem abaixo: o acesso a um perfil da Netflix é vendido por menos de US$ 5 na dark web (R$ 26). Os valores mais altos estão atrelados a contas financeiras: contas comprometidas da Wise têm preço mediano de US$ 899 (R$ 4.672), e as da Revolut ultrapassam US$ 1.700 (R$ 8.840).

Para a NordVPN, o cenário revela um paradoxo: usuários tendem a se preocupar mais com informações consideradas sensíveis, como dados bancários e documentos, enquanto criminosos preferem explorar contas usadas no cotidiano, como e-mail, redes sociais e streaming.

O estudo também mostrou que brasileiros estão entre os usuários que mais compartilham informações pessoais na internet. O CPF aparece entre as informações compartilhadas: 51% dos entrevistados afirmam já ter divulgado o documento online, e 21% já compartilharam dados bancários. Esse comportamento gera arrependimento: 21% se arrependeram após divulgar alguma informação pessoal, número quase o dobro da média global. A pesquisa ainda aponta dependência digital: 33% não conseguem imaginar passar um dia inteiro sem estar conectados.

Os dados foram coletados pela empresa Cint entre 1º e 17 de abril de 2026, com mais de 20 mil usuários de internet em 20 países. No Brasil, foram entrevistadas 1.003 pessoas entre 18 e 74 anos.

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