# Lula diz que campanha antivacina de Bolsonaro foi crime

> O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como crime a campanha antivacina conduzida pelo governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. Lula defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS) e criticou a gestão federal anterior, atribuindo à desinformação oficial o agravamento da crise sanitária no Brasil. A declaração reforça o contraste entre as políticas de imunização dos dois governos.

*Portal Notícias MG · Serviços · 06 de setembro de 2026 · Vânia Drummond*

Lula voltou a criticar a gestão Bolsonaro na pandemia, classificando como crime a campanha antivacina e defendendo o SUS.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a atacar a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro na pandemia. Em visita ao Hospital do Amor, em Barretos, no interior de São Paulo, Lula classificou como crime a campanha antivacina promovida pelo governo anterior, que desacreditou os imunizantes e incentivou a não vacinação de crianças no Brasil.

Durante o discurso, Lula relembrou as falas do período que associavam as vacinas a transformações irreais. "Dizer que vacina faz a pessoa virar gay, dizer que vacina faz a pessoa virar jacaré. É crime", afirmou. Ele reforçou que a exigência feita ao governo da época era apenas uma: ouvir a ciência. "Nós temos especialistas, nós temos gente boa no Brasil inteiro que estão nos ensinando como é que faz."

O presidente também destacou o papel do SUS, que, segundo ele, foi desacreditado ao longo dos anos até a pandemia. "O SUS foi achincalhado, foi avacalhado. Quase todas as reportagens sobre o SUS eram negativas", disse. Lula lembrou que o sistema, criado na Constituição de 1988, ressurgiu como protagonista na vacinação em massa, tornando-se modelo de atuação médica e de enfermagem. Ele atribuiu aos profissionais de saúde o mérito de evitar mortes diante do que chamou de descaso do governo anterior.

Lula citou números para embasar a crítica: 716 mil mortes na pandemia, das quais, segundo ele, pelo menos 400 mil poderiam ter sido evitadas se o governo tivesse acreditado na ciência. Ele também alertou para o risco de doenças já erradicadas voltarem a circular, caso pais deixem de vacinar os filhos por falta de informação.

A fala ocorre em um momento de debate sobre a responsabilidade do governo federal na crise sanitária. Para quem acompanha a saúde pública de perto, a declaração reforça a polarização que marcou o período, mas a avaliação sobre os impactos jurídicos e políticos ainda depende de desdobramentos futuros.

A agenda de Lula no interior paulista também serviu para reafirmar a defesa do SUS como política de Estado. A visita ao Hospital do Amor, referência em tratamento oncológico, foi palco de um discurso que mesclou memória da pandemia e defesa da vacinação como direito da população políticas de saúde pública.

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