Correios têm prejuízo de R$ 5,55 bilhões no 1º semestre
Correios fecham o 1º semestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões, 30,36% maior que o registrado em 2025. No 2º trimestre, perda caiu 5,5% ante o mesmo período do ano anterior.
Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026. O número representa alta de 30,36% sobre o resultado negativo de R$ 4,26 bilhões apurado no mesmo período de 2025, segundo o balanço divulgado neste sábado (29).
A resposta direta: no segundo trimestre, o prejuízo líquido foi de R$ 2,39 bilhões, queda de 5,5% ante os R$ 2,53 bilhões do mesmo trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando a perda somou R$ 3,16 bilhões, houve redução de 24,4%.
Receita e contexto operacional
A receita líquida de vendas e serviços atingiu R$ 4,01 bilhões no segundo trimestre, recuo de 5,41% frente aos R$ 4,24 bilhões de um ano antes. Já na comparação com o primeiro trimestre de 2026, a receita cresceu 3,8%.
A empresa atribui os resultados à implementação de um plano de reestruturação, que inclui revisão de despesas e contratos, reorganização da companhia, aumento da eficiência operacional e medidas para ampliar a geração de receitas. Em nota, a administração afirma que o resultado acumulado do semestre "permanece desafiador" e reforça a necessidade de continuidade das medidas, com foco na recuperação sustentável das receitas e na modernização do modelo de negócios.
Aporte previsto e compromisso do governo
O governo assumiu compromisso de realizar aporte de capital de R$ 6 bilhões nos Correios até o final de 2027. A injeção está prevista no contrato do empréstimo de R$ 12 bilhões obtido pela estatal no ano passado com cinco bancos e garantia do Tesouro Nacional.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que o aporte estará incluído na proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. Os números do semestre, portanto, chegam em meio a um esforço de ajuste que ainda não se reflete em recuperação consistente de receita, mas sinaliza redução do ritmo de perdas no comparativo trimestral. reestruturação de estatais brasileiras