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Corinthians quita parte do atraso com elenco feminino, diz Stabile

ResumoO Corinthians quitou nesta sexta-feira (28) parte dos valores atrasados com o elenco feminino, conforme o presidente Osmar Stabile. O clube pagou um dos dois meses de direitos de imagem devidos às jogadoras. A medida reduz parcialmente a pendência financeira, sem detalhamento sobre o prazo para quitação integral do restante.

O Corinthians quitou nesta sexta-feira (28) parte dos valores atrasados com o elenco feminino, segundo o presidente Osmar Stabile. Um dos dois meses de direitos de imagem foi pago às jogadoras.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 28 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Corinthians quita parte do atraso com elenco feminino, diz Stabile

O Corinthians quitou nesta sexta-feira (28) parte dos valores atrasados com o elenco feminino, segundo o presidente Osmar Stabile. Um dos dois meses de direitos de imagem que estavam em atraso foi pago às jogadoras, enquanto o outro segue em aberto. A quitação parcial ocorre após reunião entre as atletas e o presidente no Parque São Jorge, na última terça-feira (25).

O encontro teve como principal pauta o atraso de dois meses no pagamento dos direitos de imagem, além da cobrança por maior diálogo com a diretoria. Participaram da reunião as jogadoras Erika, Vic Albuquerque, Gisela Robledo, Thaís Regina, Ivana Fuso e Lelê, bem como a técnica Emily Lima e a diretora Iris Sesso, conforme registrado pelo portal Meu Timão.

Stabile explicou as dificuldades financeiras do clube, citando a retenção de receitas pela Caixa Econômica Federal. Segundo o mandatário, até 50% das premiações da Conmebol são retidas devido ao financiamento da Neo Química Arena. "De R$ 9 milhões da premiação da Libertadores Feminina, a Caixa puxou R$ 4,5 milhões. Da nossa Copa do Brasil, a Caixa puxou 50%, e outra porcentagem foi para os jogadores. Essa questão da Caixa estamos tentando resolver. O contrato é leonino", afirmou Stabile.

Risco de rescisão e questões estruturais

Caso o Corinthians atinja três meses de atraso nos direitos de imagem, as jogadoras podem rescindir unilateralmente seus contratos. Esse entendimento é previsto pela Justiça em casos de inadimplência, representando um risco significativo para o clube.

Além dos pagamentos, as atletas reclamaram das condições do gramado da Fazendinha e de questões estruturais, de acordo com apuração da Itatiaia. Recentemente, o estádio ficou sem jogos por conta do estado do campo. Com isso, a equipe feminina e os times da base precisaram mandar partidas no Canindé, estádio da Portuguesa, evidenciando a urgência das melhorias estruturais solicitadas.

Diálogo com a diretoria

Um último ponto importante discutido foi a falta de diálogo constante com Osmar Stabile. As jogadoras expressaram o desejo por uma presença mais frequente do presidente no CT do Futebol Feminino, buscando maior proximidade com a diretoria.

Para as famílias que acompanham o futebol feminino, a situação expõe a necessidade de que os clubes mantenham em dia os compromissos com as atletas. A orientação é que as jogadoras acompanhem de perto os prazos e busquem respaldo jurídico caso os atrasos persistam.

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