# Como e quanto investir em criptomoedas: guia cauteloso

> Investir em criptomoedas exige cautela e estratégia, com aportes divididos ao longo do tempo e foco em ativos consolidados como Bitcoin e Ethereum. Especialistas recomendam destinar apenas 1% a 5% da carteira total a esse mercado, priorizando diversificação e tolerância a risco. A definição do percentual ideal depende do perfil do investidor, mas a regra geral é nunca comprometer reservas de emergência.

*Portal Notícias MG · Serviços · 31 de julho de 2026 · Ronaldo Pimenta*

Investir em criptomoedas exige cautela e estratégia. Especialistas explicam como dividir aportes, escolher ativos consolidados e definir o percentual ideal da carteira. Veja as recomendações.

## Como e quanto investir em criptomoedas: guia para iniciantes com cautela

O mercado de criptomoedas ganhou espaço entre investidores nos últimos anos e passou a integrar a estratégia de grandes instituições financeiras. Mas quem quer dar os primeiros passos ainda enfrenta dúvidas sobre por onde começar, qual plataforma usar e como administrar os riscos de um setor marcado pela volatilidade.

**Resposta direta:** Para investir em criptomoedas com segurança, o recomendado é começar pelo bitcoin, dividir os aportes em compras periódicas e manter a exposição inicial em cerca de 1% do patrimônio, podendo chegar a 5% para perfis mais arrojados. Prefira exchanges regulamentadas ou ETFs negociados na bolsa.

## Primeiro passo: entender a volatilidade antes de escolher a moeda

Segundo Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e apresentador do Resenha do Dinheiro, o ponto de partida não é escolher uma criptomoeda, mas aceitar que oscilações expressivas fazem parte desse tipo de investimento.

Em vez de aplicar todo o valor de uma vez, ele sugere dividir o dinheiro destinado às criptomoedas em pequenas parcelas e fazer compras periódicas. A estratégia reduz o risco de entrar em um momento de alta e ajuda a formar um preço médio ao longo do tempo.

## Como escolher a primeira criptomoeda

Na hora de selecionar o primeiro ativo, o ideal é priorizar as criptomoedas mais consolidadas. De acordo com Tasso Lago, fundador da Financial Move, maior escola cripto da América Latina, o bitcoin segue como a principal referência do mercado.

"O bitcoin é a criptomoeda mais consolidada e segura dentro desse mercado. Ainda é um ativo de alta volatilidade quando comparado a investimentos tradicionais, mas faz mais sentido começar por ele antes de conhecer outros projetos", orienta Tasso.

Depois de entender o funcionamento do setor, o investidor pode ampliar gradualmente o conhecimento sobre outras criptomoedas, como Ethereum e Solana.

## Quanto investir: o percentual ideal da carteira

A composição da carteira deve respeitar o perfil de risco de cada investidor. Para Pascowitch, a maior parte da exposição deve ficar em bitcoin. As demais criptomoedas, chamadas de altcoins, são muito mais voláteis e representam apostas com risco significativamente maior.

Especialistas recomendam cautela na alocação. Uma exposição inicial de cerca de 1% do patrimônio já permite participar do mercado sem comprometer a saúde financeira em caso de fortes oscilações.

- Perfil conservador: cerca de 1% do patrimônio
- Perfil arrojado: próximo de 5% do patrimônio
- Acima disso: apenas para quem conhece bem o mercado e administra os riscos

## Exchange ou ETF: qual caminho escolher?

Uma das principais dúvidas de quem começa é se vale mais comprar criptomoedas diretamente em uma exchange ou investir por meio de ETFs negociados na bolsa.

As exchanges são plataformas especializadas na compra, venda e custódia de ativos digitais, funcionando como uma corretora tradicional, mas voltada exclusivamente ao mercado de criptomoedas.

Pascowitch recomenda optar por exchanges regulamentadas, principalmente aquelas com licenças para operar em mercados como Estados Unidos e Reino Unido. Isso oferece uma camada adicional de proteção ao investidor.

Já os ETFs reúnem diferentes ativos ligados ao mercado de criptomoedas e podem ser comprados pela corretora de investimentos, sem que o investidor precise fazer a custódia das moedas.

"Os ETFs são regulamentados, negociados na bolsa e o investidor não precisa se preocupar com a guarda das criptomoedas. É uma alternativa prática, barata e bastante segura para quem está começando", complementa Pascowitch.

Por outro lado, Tasso acredita que investir diretamente em uma exchange pode estimular o aprendizado sobre o setor. Quem compra apenas um ETF tende a conhecer menos o ecossistema. Na exchange, o contato com diferentes projetos desperta a curiosidade para estudar mais.

## Erros que podem custar caro

Além da diversificação, outro cuidado importante é evitar decisões motivadas pelo medo de ficar de fora das altas. Esse comportamento costuma levar iniciantes a comprar ativos quando os preços já subiram significativamente.

"Quando todo mundo está falando sobre criptomoedas e o mercado já disparou, normalmente é justamente o momento em que o investidor precisa ter mais cautela. O interesse costuma aumentar depois das altas, mas investir exige disciplina e visão de longo prazo."

Outro erro recorrente é acreditar na promessa de ganhos rápidos. Achar que vai enriquecer da noite para o dia é um dos principais caminhos para cair em golpes ou pirâmides financeiras. Criptomoedas precisam ser encaradas como qualquer outro investimento: com estudo, gestão de risco e diversificação.

## Onde aprender mais: Resenha do Dinheiro

O programa Resenha do Dinheiro, realizado com o apoio da B3 e da gestora BlackRock, é apresentado por Thiago Godoy, o "Papai Financeiro", Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, e Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb.

A atração propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre educação financeira e investimentos, com a informalidade de uma conversa entre amigos, sem abrir mão da análise. Vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube, e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

## Perguntas Frequentes

### Qual a quantia ideal para começar em criptomoedas?

Especialistas recomendam uma exposição inicial de cerca de 1% do patrimônio. Perfis mais arrojados podem chegar a 5%, desde que conheçam bem o mercado.

### É melhor comprar cripto em exchange ou via ETF?

Depende do objetivo. ETFs são práticos, regulamentados e dispensam a custódia das moedas. Exchanges estimulam o aprendizado, mas exigem optar por plataformas regulamentadas.

### Por que começar pelo bitcoin?

O bitcoin é a criptomoeda mais consolidada e segura do mercado, segundo especialistas. Ainda é volátil, mas faz mais sentido como primeiro ativo antes de explorar altcoins.

### Como evitar golpes com criptomoedas?

Evite promessas de ganhos rápidos e desconfie de esquemas que prometem enriquecimento da noite para o dia. Estude o mercado, diversifique e use plataformas regulamentadas.

### O que é o Resenha do Dinheiro?

É um programa sobre educação financeira apresentado por Thiago Godoy, Marilia Fontes e Bernardo Pascowitch, com apoio da B3 e da BlackRock, exibido na CNN Brasil e no YouTube.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/servicos/como-quanto-investir-criptomoedas/
