# Comissões do Congresso cobram negociação e criticam reciprocidade aos EUA

> Comissões do Congresso Nacional criticam a política de reciprocidade comercial do governo brasileiro em relação aos Estados Unidos. Parlamentares cobram negociação diplomática para evitar retaliações que prejudiquem a economia. A posição defende diálogo como alternativa a medidas unilaterais que possam afetar as relações bilaterais e o comércio entre os países.

*Portal Notícias MG · Serviços · 17 de julho de 2026 · Daniele Xavier*

Comissões do Congresso Nacional criticam a política de reciprocidade comercial adotada pelo governo brasileiro em relação aos Estados Unidos e cobram negociação diplomática. Parlamentares defendem diálogo para evitar retaliações que prejudiquem a economia. Entenda as posições e o

A semana começa no Congresso Nacional com um tom de alerta. Comissões temáticas, como a de Relações Exteriores e Defesa Nacional e a de Desenvolvimento Econômico, criticam abertamente a política de reciprocidade comercial adotada pelo governo brasileiro em resposta aos Estados Unidos. Parlamentares de diferentes bancadas cobram negociação diplomática e avaliam que a escalada de tarifas pode prejudicar setores estratégicos da economia, como o agroindustrial e o siderúrgico.

Comissões do Congresso cobram negociação e criticam reciprocidade aos EUA. Parlamentares apontam que a medida, embora reativa, pode gerar retaliações dos EUA e afetar exportações brasileiras. Eles defendem que o diálogo bilateral é o caminho mais eficaz para resolver as divergências comerciais.

## Críticas à política de reciprocidade

A política de reciprocidade, que prevê tarifas equivalentes às impostas pelos EUA a produtos brasileiros, foi anunciada pelo governo como uma resposta à elevação de barreiras comerciais americanas. No entanto, na avaliação de deputados e senadores que integram as comissões, a medida é arriscada. "O Brasil não tem força para uma guerra comercial com os EUA. Precisamos de negociação, não de retaliação", afirmou um parlamentar durante reunião da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

Segundo dados do Ministério da Economia, os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio superior a US$ 50 bilhões anuais. Uma escalada tarifária poderia reduzir esse fluxo e impactar empregos em setores como o de carnes, aço e aeronaves. A crítica central é que a reciprocidade, em vez de proteger a indústria nacional, pode isolar o Brasil em um momento de fragilidade econômica global.

## Setores mais expostos

As comissões do Congresso também analisam quais setores seriam mais afetados por uma retaliação americana. O agronegócio, que exporta carnes, soja e café para os EUA, seria um dos primeiros a sentir os efeitos. A indústria siderúrgica, que já enfrenta barreiras desde a gestão Trump, também está na linha de frente. Parlamentares da bancada ruralista e da Frente Parlamentar da Indústria já sinalizaram que vão pressionar o governo a recuar da reciprocidade e buscar um acordo negociado.

## Negociação como alternativa

A saída defendida pelas comissões é a abertura de um canal de negociação direta com o governo americano. Parlamentares sugerem que o Brasil pode usar a Organização Mundial do Comércio (OMC) como foro para discutir as barreiras, sem precisar adotar medidas unilaterais que gerem instabilidade. "A OMC existe para isso. Não precisamos criar um conflito desnecessário", argumentou um senador durante audiência pública.

O Itamaraty, por sua vez, já sinalizou que mantém contatos com a embaixada americana em Brasília, mas não há previsão de reunião de alto nível. As comissões querem que o governo convoque uma reunião extraordinária para discutir o tema antes que novas tarifas entrem em vigor.

## Próximos passos no Congresso

As comissões do Congresso devem votar nos próximos dias requerimentos para convocar o ministro da Economia e o chanceler a prestarem esclarecimentos. Também há a possibilidade de instalação de uma comissão externa para acompanhar as negociações com os EUA. Parlamentares querem garantir que o Congresso tenha voz ativa na definição da política comercial brasileira, especialmente em um tema tão sensível quanto a relação com Washington.

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## Perguntas Frequentes

### Por que as comissões do Congresso criticam a reciprocidade?

Porque avaliam que a medida pode gerar retaliações dos EUA e prejudicar exportações brasileiras, especialmente do agronegócio e da indústria siderúrgica.

### Qual é a alternativa defendida pelos parlamentares?

A negociação diplomática direta com os EUA, com possível mediação da OMC, em vez de tarifas recíprocas.

### Quais setores seriam mais afetados por uma guerra comercial?

Agronegócio (carnes, soja, café), indústria siderúrgica (aço) e setor de aeronaves (Embraer).

### O governo já respondeu às críticas?

O Ministério da Economia e o Itamaraty mantêm contatos com a embaixada americana, mas não há previsão de reunião de alto nível com o Congresso.

### Como o Congresso pode influenciar a decisão?

Convocando ministros, instalando comissão externa e votando requerimentos que forcem o governo a negociar.

### Qual o papel da OMC nesse cenário?

A OMC pode servir como foro para discutir as barreiras comerciais sem necessidade de retaliação unilateral.

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