# Comissão Arns pede a Fachin análise do STF sobre conduta de ministros

> A Comissão Arns solicitou ao ministro Edson Fachin que o Supremo Tribunal Federal analise em sessão aberta a conduta de seus ministros. O presidente da Corte agendou para 23 de setembro o julgamento de investigação contra o ministro André Mendonça, ampliando a discussão sobre a conduta de integrantes do STF.

*Portal Notícias MG · Serviços · 12 de setembro de 2026 · Cláudia Resende*

A Comissão Arns enviou carta a Edson Fachin pedindo que o STF analise em sessão aberta a conduta de seus ministros. O presidente da Corte marcou para 23 de setembro o julgamento de investigação contra André Mendonça.

A Comissão Arns enviou neste sábado (12) uma carta ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo que a Corte analise a conduta de seus ministros em sessão aberta e presencial do Plenário. O pedido ocorre em meio à crise institucional dentro do Supremo após o ministro André Mendonça divulgar relatórios da Polícia Federal (PF) com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que fazem referências ao ministro Alexandre de Moraes, incluindo possíveis trocas diretas entre eles.

A Comissão Arns argumenta que a análise da conduta dos magistrados em sessão aberta contribui para assegurar a transparência, a integridade e o respeito ao devido processo legal. "Em tempos de crise, devemos reafirmar os fundamentos de nossa ordem constitucional, para o bem maior do povo brasileiro", afirmou a entidade. A comissão também ressaltou que "a vontade soberana dos eleitores também deve ser resguardada contra desvios processuais que possam interferir em sua livre manifestação de voto".

## O que Fachin decidiu

No mesmo sábado, Fachin marcou para o dia 23 de setembro o julgamento de um pedido de investigação contra Mendonça. O presidente do STF anunciou a data em ofício em resposta a Moraes, que havia solicitado que a apuração contra Mendonça fosse feita na mesma sessão de análise. Na decisão, Fachin destacou que a análise em sessões separadas assegura um "adequado direcionamento dos trabalhos" e ressaltou que o pedido contra Mendonça ainda está em fase de instrução. O ministro tem até esta segunda-feira (14) para apresentar as informações solicitadas.

## O que está em jogo

No dia 1º de setembro, o ministro André Mendonça retirou o sigilo e divulgou relatórios da PF sobre o Caso Master, que citavam possíveis interações entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Depois, no dia 8, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa, além da abertura de investigação contra os agentes por "monitoramento sistemático" ilegal do magistrado e do advogado-geral da União, Jorge Messias.

No dia seguinte, o ministro Flávio Dino reverteu a decisão de Mendonça por considerar que ela apresentava risco às investigações do caso Dark Horse, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e teria recebido investimentos de Daniel Vorcaro. Antes da decisão de André Mendonça, Fachin já havia determinado prazo de cinco dias para que o magistrado, Alexandre de Moraes e a PGR (Procuradoria-Geral da República) prestassem informações sobre o relatório do Caso Master.

Para quem acompanha o noticiário jurídico, a discussão sobre a conduta de ministros do STF tem efeito direto na confiança nas instituições. A Comissão Arns finalizou o pedido afirmando: "Pelo respeito ao Direito, esperamos que seja garantido o prestígio e a autoridade da instituição encarregada da defesa da Constituição, bem como de nossos mais preciosos direitos fundamentais."

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