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PEC 6x1: comércio pede que votação fique para depois das eleições

ResumoA Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e suas 34 federações lançaram campanha nacional para adiar a votação da PEC 6x1 para depois das eleições. O setor teme que a aprovação da proposta gere inflação, retração de vagas de emprego e aumento da informalidade no mercado de trabalho.

A CNC e suas 34 federações lançam campanha nacional para que a PEC do fim da escala 6x1 não seja votada antes das eleições. Setor teme inflação, retração de vagas e aumento da informalidade.

Daniele Xavier
Daniele Xavier Repórter de Cidades · 31 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
PEC 6x1: comércio pede que votação fique para depois das eleições

Moradores da Grande BH que dependem do comércio e dos serviços sentem na rotina o peso de uma decisão que está em debate no Senado Federal. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), junto com suas 34 federações e sindicatos filiados, lançou neste fim de semana (29 e 30 de agosto) uma campanha nacional com o lema: "A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não."

O alvo é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6x1. O setor produtivo pede aos senadores que não votem a proposta antes das eleições, citando riscos de acelerar uma mudança constitucional rígida em momento de fragilidade econômica.

A CNC lista condicionantes severos: juros altos, crédito caro e restritivo, endividamento recorde das famílias, inadimplência sem precedentes entre as empresas, desinvestimento e saída de empresas estrangeiras. Além disso, o fim da Taxa das Blusinhas é visto como agravante na concorrência desleal para o varejo nacional.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirmou que o setor não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas defende análise técnica e diálogo. "Votarmos esta alteração constitucional drástica nas relações de trabalho, de forma apressada e às vésperas de um processo eleitoral, é colocar em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas", disse.

A entidade defende que a readequação de jornadas ocorra via convenções coletivas, como previsto desde a reforma trabalhista de 2017. Para quem depende do comércio para viver, o recado é claro: a conta pode chegar mais cara nas prateleiras, com menos vagas e mais informalidade.

Quem quiser acompanhar o andamento da PEC pode consultar o site do Senado Federal. A discussão, por ora, segue aberta.

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