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Vorcaro gastou US$ 55 milhões em turismo de luxo

ResumoDaniel Vorcaro, ex-banqueiro do banco Master, gastou US$ 55,3 milhões em turismo de luxo em menos de um ano, segundo o STF. Documentos do caso Master descrevem Vorcaro como cliente assíduo e de elevado nível de exigências, reforçando o volume atípico de despesas pessoais registradas no período investigado.

Ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, aparece como cliente 'assíduo' e de 'elevado nível de exigências' em documentos do caso Master. Segundo o STF, ele gastou US$ 55,3 milhões em turismo de luxo em menos de um ano.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Vorcaro gastou US$ 55 milhões em turismo de luxo

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, gastou US$ 55,3 milhões na Signature Luxury Services LLC, empresa que atua em segmentos de produtos ultra premium do mercado de turismo e eventos, em menos de um ano. A informação consta em documentos do caso Master cujo sigilo foi liberado nesta sexta-feira (11) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

A empresa descreveu Vorcaro como um dos clientes mais 'assíduos' e com 'elevado nível de exigências' em informações enviadas ao ministro. Segundo o texto, 'o Sr. Daniel Vorcaro, que integra o perfil de contratantes dos serviços prestados pela Peticionária, figurou entre os clientes mais assíduos da empresa'. As contratações, conforme o documento, compreendiam viagens.

O que a quebra de sigilo alcançou

Além dos documentos sobre Vorcaro, a liberação de sigilo desta sexta-feira abrange processos que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ciro Nogueira (PP-PI), Cláudio Castro (PL-RJ), Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Thiago Miranda. A lista foi divulgada junto com a decisão do relator do caso Master no STF.

A reportagem também aponta que a Polícia Federal comprovou que o grupo de Vorcaro tinha acesso a investigações do Ministério Público Federal (MPF). Esse é o ponto que conecta os documentos liberados ao inquérito principal.

Por que isso importa para quem acompanha o caso

O caso Master envolve um ex-banqueiro e um conjunto de investigações que tramitam no STF. A quebra de sigilo é o mecanismo que torna públicos documentos que, até então, corriam em segredo de justiça. Para o leitor, o efeito prático é poder acompanhar o que consta nos autos, inclusive os valores movimentados por empresas que prestavam serviços ao investigado.

O valor de US$ 55,3 milhões, concentrado em menos de um ano, é o dado central do documento divulgado. A descrição do cliente como 'assíduo' e de 'elevado nível de exigências' partiu da própria empresa, em resposta enviada ao relator.

A decisão desta sexta-feira não encerra o caso. Novos documentos podem ser liberados conforme o andamento do inquérito no STF. Para consultar o teor completo, o caminho é acompanhar o site oficial do Supremo Tribunal Federal e as publicações do caso Master.

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