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Celulose brasileira preserva competitividade apesar de recuo pontual

ResumoCelulose brasileira mantém competitividade global mesmo com recuo pontual nos preços em maio de 2025. Fatores estruturais como baixo custo de produção, alta produtividade florestal e vantagens logísticas consolidam o Brasil como líder mundial no setor, superando oscilações temporárias de mercado.

A celulose brasileira preserva competitividade apesar de recuo pontual nos preços em maio de 2025, segundo dados oficiais. Entenda os fatores estruturais que mantêm o Brasil como líder global no setor.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Celulose brasileira preserva competitividade apesar de recuo pontual

Celulose brasileira preserva competitividade apesar de recuo pontual

A celulose brasileira preserva competitividade apesar de recuo pontual nos preços registrado em maio de 2025. Dados do setor florestal indicam que a queda nos valores internacionais não altera a posição do Brasil como maior exportador global, sustentada por vantagens estruturais consolidadas ao longo de décadas.

A cotação da celulose de fibra curta, tipo produzido no Brasil, recuou cerca de 3% no mercado internacional em maio, para aproximadamente US$ 680 por tonelada (dados de agências setoriais). Apesar disso, o país mantém o menor custo de produção entre os principais concorrentes, com média de US$ 180 por tonelada, contra US$ 350 da concorrência no Hemisfério Norte.

Por que a celulose brasileira se destaca no mercado global

A competitividade da celulose brasileira não é fruto do acaso. Três fatores explicam a liderança: produtividade florestal, matriz energética renovável e escala industrial.

O ciclo de corte do eucalipto no Brasil dura de 6 a 7 anos, enquanto na Escandinávia o pinus leva de 15 a 20 anos. Isso significa que, por hectare plantado, o Brasil produz até 40 toneladas de celulose por ano, volume três vezes superior ao da Finlândia.

Além disso, as fábricas brasileiras utilizam biomassa como fonte de energia, reduzindo custos e emissões. A indústria nacional opera com 85% de energia renovável, contra 50% da média global.

Recuo pontual nos preços: causas e perspectivas

A queda nos preços da celulose em maio reflete ajustes sazonais e aumento temporário da oferta chinesa, maior comprador global. O recuo, porém, não sinaliza tendência de longo prazo.

Segundo especialistas do setor, a demanda global por celulose deve crescer 2,5% ao ano até 2030, impulsionada por embalagens sustentáveis e substituição de plásticos. A China, sozinha, responde por 35% das importações mundiais.

perspectivas para exportação de celulose em 2026

Vantagens logísticas e comerciais

O Brasil exporta celulose para mais de 40 países, com destaque para China, Europa e Estados Unidos. A logística portuária brasileira, com terminais especializados em Santos, Vitória e Paranaguá, permite embarques de até 50 mil toneladas por navio.

O custo de frete do Brasil para a China é de US$ 25 por tonelada, similar ao do Chile e inferior ao dos EUA (US$ 40). Esse diferencial logístico soma-se ao menor custo de produção.

Impacto para o produtor brasileiro

Apesar do recuo nos preços, as margens da indústria brasileira seguem positivas. Com custo de produção de US$ 180 e preço de venda em US$ 680, a margem bruta supera 70%, índice que nenhum concorrente alcança.

O setor emprega diretamente 120 mil pessoas no Brasil e responde por 2% do PIB industrial, segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

como a produção de celulose impacta a economia brasileira

Inovação e sustentabilidade como diferencial

A celulose brasileira é produzida com padrões ambientais rigorosos. Mais de 70% da área de plantio é certificada por selos internacionais como FSC e Cerflor. O setor mantém 5,6 milhões de hectares de florestas plantadas e 5,9 milhões de hectares de áreas de conservação.

A produtividade florestal brasileira é a maior do mundo: cada hectare de eucalipto gera 40 metros cúbicos de madeira por ano, contra 3 metros cúbicos na Finlândia.

Perspectivas para o setor

A celulose brasileira preserva competitividade apesar de recuo pontual, e as projeções indicam crescimento. Novas fábricas em construção, como a da Suzano em Ribas do Rio Pardo (MS), devem adicionar 2,5 milhões de toneladas anuais à capacidade instalada até 2027.

A demanda global por celulose de fibra curta, especialidade brasileira, cresce a taxas superiores à de fibra longa, graças à preferência por papéis sanitários e embalagens leves.

investimentos em novas fábricas de celulose no Brasil

Perguntas Frequentes

A celulose brasileira perdeu competitividade em 2025?

Não. Apesar do recuo pontual nos preços em maio, o Brasil mantém o menor custo de produção global e lidera as exportações mundiais.

Quanto custa produzir celulose no Brasil?

O custo médio é de US$ 180 por tonelada, contra US$ 350 dos concorrentes no Hemisfério Norte.

Quais países mais compram celulose brasileira?

China, Europa e Estados Unidos são os principais destinos, com a China respondendo por 35% das importações.

A queda nos preços da celulose vai continuar?

Especialistas indicam que o recuo é temporário e a demanda global deve crescer 2,5% ao ano até 2030.

Qual a vantagem do eucalipto brasileiro?

O ciclo de corte de 6 a 7 anos, contra 15 a 20 anos do pinus escandinavo, garante produtividade três vezes maior por hectare.

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