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Casca do maracujá: o tesouro que quase todos jogam fora

Quando se fala em maracujá, a polpa azedinha e as sementes vêm à cabeça primeiro. A casca, quase sempre, vai direto para o lixo. É ela, porém, que merece mais atenção: a casca do maracujá é rica em fibras, especialmente em pectina, uma fibra solúvel que ganhou destaque em estudos relacionados à alimentação e ao funcionamento do organismo.

A resposta direta: a casca do maracujá concentra fibras, sobretudo pectina, e pode ser aproveitada como farinha depois de higienizada e preparada corretamente. Usada em pequenas quantidades em bolos, pães, vitaminas e outras preparações, ajuda a reduzir o desperdício na cozinha. Não é alimento milagroso: o benefício está no valor nutricional e nas fibras, parte de uma alimentação equilibrada.

É justamente essa característica que faz a casca ser aproveitada em algumas receitas, principalmente na produção de farinhas. A parte branca logo abaixo da superfície da casca, aliás, concentra boa quantidade de pectina. Aquela região que muita gente retira e descarta pode ter função importante quando o maracujá é aproveitado de forma integral.

O aproveitamento integral do alimento é uma prática que ganha espaço em cozinhas domésticas, mas exige cuidado no preparo: a casca precisa ser higienizada corretamente e preparada de maneira adequada antes de virar farinha. Feito isso, ela entra em pequenas quantidades nas receitas, sem substituir a polpa.

O que parece ser apenas um resíduo pode ser uma das partes mais interessantes da fruta. Na próxima vez que um maracujá for aberto, talvez valha pensar duas vezes antes de jogar a casca fora.

Daniele Xavier
Repórter de Cidades
De Contagem, cobre o cotidiano da Região Metropolitana, do transporte ao saneamento, com a voz do morador.
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