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Casas Bahia reporta à CVM ausência de aportes no 1º semestre

ResumoGrupo Casas Bahia informou à CVM, em resposta a questionamento após reportagem da Veja, que não houve novos aportes no FIDC IBCB no primeiro semestre de 2025. A companhia esclareceu a variação das cotas subordinadas e a diferença entre saldos contábeis e o crédito na recuperação judicial.

Em resposta à CVM após reportagem da Veja, o Grupo Casas Bahia afirmou que não houve novos aportes no FIDC IBCB no 1º semestre. A empresa explicou a variação das cotas subordinadas e a diferença entre saldos contábeis e o crédito na recuperação judicial.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 17 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Casas Bahia reporta à CVM ausência de aportes no 1º semestre

O Grupo Casas Bahia informou nesta quarta-feira (16) que não realizou aportes no primeiro semestre deste ano no fundo que figura como credor na recuperação judicial do grupo. O comunicado foi enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em resposta a questionamentos do regulador sobre a relação da companhia com o IBCB-AF01 FIDC IBCB, após reportagem publicada pela revista Veja.

Segundo o documento, os saldos contábeis ligados ao fundo citados na matéria já constavam das informações financeiras de 30 de junho de 2026 entregues ao mercado. Naquela data, a companhia detinha R$ 1,166 bilhão em cotas subordinadas do FIDC IBCB, o equivalente a 61,08% do patrimônio líquido do fundo. Essas cotas absorvem perdas antes das cotas seniores, cujo saldo era de R$ 743 milhões na mesma data.

O que mudou entre dezembro e junho

A empresa explicou que o saldo das cotas subordinadas subiu de R$ 780 milhões em dezembro de 2025 para R$ 1,166 bilhão em junho de 2026. A variação de R$ 386 milhões, segundo o comunicado, decorreu do resultado das cotas no período, e não de novos recursos destinados ao fundo.

O texto também detalha que o saldo de R$ 1,913 bilhão corresponde às obrigações da companhia perante o FIDC IBCB em 30 de junho de 2026, nas informações individuais, abrangendo operações de risco sacado e nota comercial. A Casas Bahia afirma que o fundo é consolidado pela empresa em razão do controle e da exposição aos seus riscos e benefícios, e que os saldos entre ambos são eliminados na consolidação, permanecendo reconhecidas as obrigações perante terceiros.

Por que os valores na recuperação judicial são diferentes

A companhia esclareceu que o crédito de R$ 1,085 bilhão indicado na relação de credores se refere às obrigações perante o FIDC IBCB incluídas na recuperação judicial na data do pedido. Já o saldo de R$ 1,913 bilhão diz respeito às obrigações registradas nas informações financeiras individuais em 30 de junho de 2026.

A diferença de aproximadamente R$ 828 milhões, conforme o documento, seria explicada por movimentações entre essas datas, incluindo pagamentos e liquidações no curso normal dos negócios, e por obrigações que não integram o perímetro da recuperação judicial. A empresa afirma que isso reflete "datas e abrangências distintas".

O fundo tem como objetivo a aquisição e gestão de direitos creditórios originados nas operações do grupo, especialmente os ligados a vendas a prazo e a financiamento ao consumidor, conforme critérios definidos em regulamento. A administração entende que a notícia não revela ato ou fato relevante pendente de divulgação, por tratar de saldos e estrutura já divulgados nas informações financeiras e na recuperação judicial comunicada anteriormente ao mercado. Os esclarecimentos, diz a empresa, apenas contextualizam essas informações, sem anunciar nova operação ou novo aporte.

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