# Casa Rosa: 10 anos de acolhimento a mulheres com câncer no Pará

> A Casa Rosa, instituição de acolhimento a mulheres em tratamento contra o câncer no Pará, completa 10 anos em 2026. A entidade planeja ampliar a capacidade de atendimento e introduzir novos serviços, consolidando-se como referência na rede de apoio oncológico estadual.

*Portal Notícias MG · Serviços · 16 de julho de 2026 · Marília Stefani*

A Casa Rosa, referência no acolhimento de mulheres em tratamento contra o câncer no Pará, completa 10 anos em 2026. A instituição se prepara para ampliar a capacidade de atendimento e oferecer novos serviços, consolidando seu papel na rede de apoio oncológico do estado.

## Casa Rosa completa 10 anos e se prepara para ampliar acolhimento a mulheres em tratamento contra o câncer no Pará

A Casa Rosa, instituição que há uma década oferece acolhimento e suporte a mulheres em tratamento oncológico no Pará, celebra 10 anos em 2026 com planos de expansão. A organização, que já atendeu mais de 2 mil mulheres desde sua fundação, segundo dados da própria instituição, se prepara para ampliar sua capacidade de acolhimento e diversificar os serviços oferecidos. A iniciativa surge em um contexto onde o câncer de mama e de colo do útero figuram entre as principais causas de morte por neoplasias entre mulheres na região Norte, conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A Casa Rosa se consolida como um elo crucial entre o tratamento médico e a necessidade de suporte psicossocial.

## Uma década de acolhimento: números e impacto

Desde 2016, a Casa Rosa acolhe mulheres que viajam de municípios do interior do Pará para realizar tratamento oncológico em Belém. A instituição oferece hospedagem, alimentação, transporte e apoio psicológico. De acordo com a coordenação da Casa Rosa, mais de 2.200 mulheres já passaram pela instituição nesse período. O perfil das acolhidas é majoritariamente de mulheres de baixa renda, que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento. O INCA estima que, para 2026, o Brasil registre cerca de 704 mil novos casos de câncer por ano, com destaque para os tumores de mama e colo do útero na região Norte. A Casa Rosa atua justamente para mitigar as barreiras geográficas e financeiras que dificultam o acesso ao tratamento.

## Expansão planejada: novas vagas e serviços

A ampliação anunciada prevê a construção de um novo anexo, que aumentará a capacidade de acolhimento de 30 para 50 mulheres por mês. Além disso, a Casa Rosa planeja implementar um ambulatório de cuidados paliativos e um centro de apoio psicossocial para familiares. A iniciativa conta com parcerias com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) e com o Hospital Ophir Loyola, referência em oncologia no estado. A previsão é que as obras comecem no segundo semestre de 2026, com conclusão estimada para 2028. A ampliação é vista como resposta à demanda crescente: segundo a Sespa, o número de pacientes oncológicos encaminhados ao Hospital Ophir Loyola aumentou 15% entre 2020 e 2025.

## O contexto do câncer feminino no Pará

O Pará apresenta indicadores de câncer feminino que exigem atenção. Dados do INCA mostram que, em 2023, a taxa de mortalidade por câncer de mama na região Norte foi de 11,2 óbitos por 100 mil mulheres, acima da média nacional de 10,5. Já o câncer de colo do útero, fortemente associado ao HPV, apresenta taxa de mortalidade de 6,8 por 100 mil mulheres no Norte, contra 4,6 no Brasil. Esses números refletem desigualdades no acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce. A Casa Rosa, ao garantir que mulheres do interior possam completar o tratamento em Belém, contribui para reduzir o abandono terapêutico, que, segundo estudos do INCA, pode chegar a 30% em regiões com barreiras de acesso.

## Parcerias e financiamento

A Casa Rosa é mantida por doações de pessoas físicas e jurídicas, além de convênios com a Prefeitura de Belém e o governo do Estado. Em 2025, a instituição recebeu R$ 1,2 milhão em emendas parlamentares, conforme registros da Câmara Municipal de Belém. A ampliação prevê a captação de R$ 4 milhões, dos quais 60% já estão garantidos por meio de parcerias com o Ministério da Saúde e a Fundação Banco do Brasil. A transparência na gestão dos recursos é um dos pilares da instituição, que publica relatórios anuais de atividades e demonstrações financeiras.

## Depoimentos e histórias de superação

Maria do Socorro, 52 anos, natural de Marabá, foi acolhida pela Casa Rosa em 2022 durante o tratamento de câncer de mama. "Sem a Casa Rosa, eu teria desistido. Não tinha onde ficar em Belém e o tratamento era longo. Aqui, encontrei apoio e esperança", relata. Histórias como a dela são comuns entre as acolhidas. A instituição mantém um banco de depoimentos que evidencia o impacto psicossocial do acolhimento. A psicóloga da Casa Rosa, Ana Paula Oliveira, afirma que "o suporte emocional reduz a ansiedade e melhora a adesão ao tratamento, o que impacta diretamente nos resultados clínicos".

## Desafios e perspectivas

Apesar dos avanços, a Casa Rosa enfrenta desafios. A demanda por acolhimento supera a capacidade atual, e a fila de espera chega a 40 mulheres por mês, segundo a coordenação. A ampliação planejada busca reduzir esse gargalo, mas a instituição reconhece que o ideal seria a criação de unidades regionais no interior do estado, para evitar o deslocamento até Belém. A longo prazo, a Casa Rosa pretende atuar também na prevenção, com campanhas de conscientização e mutirões de exames em parceria com a Sespa. O objetivo é que, nos próximos 10 anos, a instituição se torne um centro de referência em acolhimento oncológico na Amazônia.

## Perguntas Frequentes

### Como posso ser acolhida pela Casa Rosa?

Para ser acolhida, a mulher precisa estar em tratamento oncológico pelo SUS em Belém e comprovar residência em município do interior do Pará. O encaminhamento pode ser feito pelo hospital de referência ou pela Secretaria Municipal de Saúde.

### Quais serviços a Casa Rosa oferece?

A Casa Rosa oferece hospedagem, alimentação, transporte para consultas e exames, apoio psicológico, oficinas de arteterapia e encaminhamento para assistência social.

### Como posso doar para a Casa Rosa?

As doações podem ser feitas via PIX, boleto bancário ou depósito em conta corrente. A instituição também aceita doações de alimentos, roupas e materiais de higiene. Informações no site oficial.

### A Casa Rosa atende homens com câncer?

Não. A Casa Rosa é exclusiva para mulheres em tratamento contra o câncer. Homens em situação similar podem buscar acolhimento em outras instituições, como a Casa de Apoio do Hospital Ophir Loyola.

### Qual a relação da Casa Rosa com o poder público?

A Casa Rosa mantém convênios com a Prefeitura de Belém e o governo do Pará, além de receber emendas parlamentares. A gestão é independente, mas as parcerias garantem parte do financiamento.

### A ampliação vai gerar novas vagas de emprego?

Sim. Com a construção do novo anexo, a Casa Rosa prevê a contratação de mais 15 profissionais, entre psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e pessoal administrativo.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/servicos/casa-rosa-completa-10-anos-se-prepara-ampliar-acolhimento-mulheres-tratamento-co/
