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Campanha de Zema ganha R$ 4 milhões de dinheiro público do Novo

ResumoA campanha de Romeu Zema à Presidência recebeu R$ 4 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, verba pública destinada pelo partido Novo, conforme prestação de contas ao TSE. Em 2018 e 2022, Zema recusou os recursos e criticava o mecanismo.

Candidatura de Romeu Zema à Presidência recebeu R$ 4 milhões de fundos públicos do Novo, segundo prestação de contas ao TSE. Em 2018 e 2022, o ex-governador de Minas não usou os fundos e criticava o mecanismo.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 17 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Campanha de Zema ganha R$ 4 milhões de dinheiro público do Novo

A campanha do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência da República já recebeu R$ 4 milhões de dinheiro público oriundos de fundos do partido do candidato, o Novo. Os dados constam da prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A cifra se divide em duas origens: R$ 500 mil do fundo especial, repassado aos partidos exclusivamente para bancar campanhas, e R$ 3,5 milhões do fundo partidário, verba recebida mensalmente pelas legendas e de uso mais amplo. O valor recebido por Zema é menor do que o de outras campanhas presidenciais: Flávio Bolsonaro recebeu R$ 42 milhões apenas do fundo eleitoral do PL, e Lula, R$ 40 milhões do fundo eleitoral do PT.

A mudança de postura marca a trajetória do candidato. Zema era contra o uso de dinheiro público em campanha e não aproveitou os fundos nas outras eleições que disputou, em 2018 e 2022, quando concorreu ao governo de Minas. Em março deste ano, declarou: "Quero mostrar que sou um candidato que não tem o rabo preso. Eu acho um absurdo o Brasil gastar R$ 6, R$ 7 bilhões por ano com o fundo partidário e o fundo eleitoral". Na época, criticava os fundos por promoverem a "perpetuação de candidatos já eleitos", já que a maior parte do dinheiro é dividida conforme o número de parlamentares de cada partido no Congresso Nacional.

Em agosto, ao Estado de Minas, o mineiro apresentou outra leitura. Disse que o valor é de recursos anteriores que não foram usados pelo partido. "O Novo tentou devolver esse e outros recursos diretamente à União, para que o dinheiro pudesse ser investido em saúde e educação, por exemplo. Mas, conforme determina a lei, o valor retornaria ao fundo partidário e acabaria engordando o orçamento de outros partidos, o que não é justo."

Zema também se declarou a favor da redução dos fundos. "Só o PL e o PT recebem quase 30% do R$ 1,3 bilhão do fundo partidário. Essa distorção imposta pela lei atual torna injusta a disputa contra os partidões que estão comprando sua eternização no poder e impedem a renovação do legislativo."

As cifras do Novo ficam pequenas diante de outras campanhas para o governo de Minas. Alexandre Kalil recebeu R$ 14 milhões do PDT; Patrus Ananias, R$ 10,3 milhões; e Mateus Simões, R$ 4,5 milhões do PSD. Para quem acompanha a política mineira de perto, a comparação ajuda a medir o peso real do repasse na disputa nacional. eleições 2026 em Minas Gerais

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