# O caminho do voto: da urna eletrônica à divulgação do TSE

> O processo eleitoral brasileiro, da urna eletrônica à divulgação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), inclui o Registro Digital do Voto e o Boletim de Urna impresso. Cada etapa possui mecanismos de segurança verificáveis, como assinatura digital e lacre físico. A conferência do resultado é possível por meio da auditoria independente e da publicação oficial dos boletins no site do TSE.

*Portal Notícias MG · Serviços · 28 de agosto de 2026 · Sérgio Tadeu Mafra*

Do Registro Digital do Voto ao Boletim de Urna impresso, cada etapa do caminho do voto até o TSE tem mecanismos de segurança. Entenda o processo e como conferir o resultado.

O caminho do voto das urnas eletrônicas até a divulgação do resultado oficial pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é cercado de mecanismos de segurança que começam antes mesmo do encerramento do pleito. Durante todo o dia, as escolhas dos eleitores ficam armazenadas no Registro Digital do Voto (RDV), um arquivo interno do equipamento que embaralha os votos para impedir qualquer relação entre a escolha e o eleitor.

Às 17h, no horário de Brasília, quando a votação termina, o mesário digita um código na máquina para que ela identifique o encerramento. O equipamento então imprime automaticamente o Boletim de Urna, com o registro da quantidade de votos recebida por cada candidato e partido naquela seção eleitoral. Uma via é fixada no local de votação e pode ser conferida por fiscais dos partidos e eleitores.

Ao mesmo tempo, os dados do boletim, assinados digitalmente, são gravados de forma criptografada em uma mídia eletrônica e enviados aos Tribunais Regionais Eleitorais. De lá, seguem aos sistemas da Justiça Eleitoral por uma conexão segura. "Essa transmissão segura daquele local até o TSE é garantida por meio do que a gente chama de VPN. É um túnel criptografado onde as informações trafegam com segurança", explica Glaysson Gomes Rocha, titular da Secretaria de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

Antes da contabilização, o sistema verifica a assinatura digital do arquivo, uma identificação eletrônica que confirma que o documento foi produzido pela urna oficial daquela seção e que seu conteúdo não sofreu alteração. Em seguida, outras verificações de segurança e consistência são realizadas. Se houver irregularidade, como assinatura inválida ou divergência entre o número de votos e o total de eleitores que compareceram, o documento é rejeitado e retorna à urna para nova verificação. A máquina gera um novo arquivo, com as mesmas informações, para ser transmitido novamente ao TSE.

Somente depois de todas as conferências os resultados seguem para a totalização nacional, feita pelo TSE em Brasília, de onde é divulgado o resultado oficial. "O principal equívoco sobre o processo é de que alguém possa entrar, algum hacker possa acessar e alterar os dados, influenciando a totalização", comenta Glaysson. Uma forma simples de conferir a correspondência dos resultados está no Boletim de Urna impresso: se houver dúvida, basta compará-lo com o resultado divulgado pelo TSE. "Se tiver qualquer alteração, ele vai ser invalidado", afirma o secretário.

O processo eleitoral mantém diferentes mecanismos de verificação para garantir a segurança do pleito, três décadas depois da primeira eleição informatizada. A tendência é que o equipamento continue passando por mudanças, enquanto a transparência da apuração segue apoiada na checagem pública dos boletins impressos.

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