# O calor que reescreve a história: agosto é o mês mais quente já registrado

> O Observatório Climático Copernicus confirmou agosto de 2023 como o mês mais quente já registrado no planeta, com temperaturas globais que a Terra não experimentava há cerca de 100 mil anos. No Brasil, o mesmo período foi marcado por chuvas intensas e tornados no Sul e Sudeste, evidenciando os efeitos extremos do aquecimento global.

*Portal Notícias MG · Serviços · 11 de setembro de 2026 · Sérgio Tadeu Mafra*

Boletim do Observatório Climático Copernicus confirma agosto como o mês mais quente já registrado, com temperaturas que a Terra não via há pelo menos 100 mil anos. No Brasil, chuvas intensas e tornados fecham a semana no Sul e Sudeste.

O Observatório Climático Copernicus anunciou nesta quinta-feira que agosto foi o mês mais quente já registrado no planeta. A temperatura média do ar chegou a 16,96°C, superando em 0,01°C o recorde anterior, de julho de 2023. As temperaturas oceânicas também atingiram níveis sem precedentes pelo terceiro mês consecutivo.

Segundo Samantha Burgess, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, que opera o Copernicus, os humanos provavelmente não viam temperaturas tão altas quanto essas há pelo menos 100 mil anos. A afirmação foi feita à Agência France-Presse (AFP).

As séries instrumentais remontam apenas aos anos 1940, mas núcleos de gelo, anéis de árvores e esqueletos de corais permitem estimar o clima de períodos anteriores. O dado chega às vésperas da versão mais crítica do El Niño, prevista para começar em outubro, embora já dê sinais de sua incidência.

## Impacto no Brasil e em Minas Gerais

O efeito do calor extremo não fica restrito aos termômetros. No Brasil, o Sul e o Sudeste fecharam a semana sob chuvas intensas, ventos fortes e formação de tornados, especialmente no Paraná. No Centro-Oeste, a umidade relativa do ar está abaixo dos limites definidos pela Organização Mundial da Saúde.

Na costa da Califórnia, nos Estados Unidos, as ondas afetaram duramente a região de Malibu. A casa do ator Nicolas Cage ficou à beira de uma cratera aberta pelo avanço das águas do mar.

Em Juiz de Fora, cidade atingida pelos temporais de fevereiro, que resultaram na morte de 66 pessoas e no desalojamento de milhares de moradores, os projetos de recuperação estão em curso. A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), em nota assinada por sua vice-presidente e presidente da Regional Zona da Mata, Mariângela Marcon, afirmou que "a região precisa transformar a crise em uma oportunidade para aumentar sua capacidade de prevenção, fortalecer sua infraestrutura e criar condições para que a indústria volte a crescer de maneira sustentável".

Para quem vive da lavoura ou trabalha na indústria da Zona da Mata, o dado do Copernicus não é abstrato: significa reconstruir o que a chuva levou e preparar o terreno para o que ainda pode vir. A tendência para os próximos meses é de atenção redobrada, sobretudo com a chegada do El Niño em outubro. prevenção de desastres naturais em Minas Gerais

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