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Desemprego de 5,3% no trimestre até julho, diz IBGE

ResumoO IBGE registrou taxa de desemprego de 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2025. O indicador caiu 0,5 ponto percentual frente ao trimestre até abril e recuou 0,3 ponto percentual na comparação anual. A redução reflete a melhora gradual do mercado de trabalho brasileiro no período observado.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% nos três meses até julho, informou o IBGE nesta quinta-feira (27). O resultado representa queda de 0,5 p.p. ante o trimestre encerrado em abril e recuo de 0,3 p.p. na comparação anual.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 27 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Desemprego de 5,3% no trimestre até julho, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% nos três meses até julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27). O resultado veio dentro do esperado pelo mercado: a mediana das previsões em pesquisa da Reuters apontava exatamente 5,3% para o período.

Segundo o IBGE, o número representa uma queda de 0,5 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre terminado em abril, quando a taxa marcou 5,8%. Na comparação anual, o recuo foi de 0,3 p.p.: no trimestre de maio a julho de 2025, o desemprego estava em 5,6%.

A melhora no indicador, ainda que gradual, reflete um mercado de trabalho que segue absorvendo trabalhadores em ritmo consistente. Para quem vive no interior de Minas Gerais, onde a renda depende muito da lavoura e da mina, a queda do desemprego nacional costuma se traduzir em mais contratações temporárias e maior circulação de dinheiro nos municípios menores.

A leitura regional, porém, exige cautela. O número nacional esconde diferenças entre estados e setores. Enquanto o agronegócio mineiro sustenta vagas sazonais, a indústria e o comércio sentem o peso dos juros e da inflação. O dado do IBGE, portanto, é um retrato de tendência, não uma garantia de melhora uniforme.

Para os próximos meses, a expectativa é de estabilidade ou leve recuo, caso o ritmo de contratações se mantenha. A taxa de 5,3% já é uma das menores da série histórica recente, mas o cenário ainda depende de fatores como a safra, o custo do crédito e o comportamento da demanda interna. Sem prometer, o que os números indicam é um mercado de trabalho resiliente, porém sensível a mudanças no cenário econômico.

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