Serviços

Orçamento base zero: o que disse Daniella Marques sobre o Brasil

ResumoDaniella Marques, economista e ex-secretária do Tesouro Nacional, defendeu a adoção do orçamento base zero no Brasil para equilibrar as contas públicas. A declaração reacendeu o debate sobre a eficiência dos gastos do governo federal, propondo uma revisão completa das despesas a partir de zero, em vez de ajustes incrementais.

A economista e ex-secretária do Tesouro Nacional, Daniella Marques, afirmou que o Brasil precisa adotar o orçamento base zero para equilibrar as contas públicas. A declaração reacendeu o debate sobre a eficiência dos gastos do governo federal.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 15 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Orçamento base zero: o que disse Daniella Marques sobre o Brasil

A economista Daniella Marques, ex-secretária do Tesouro Nacional, afirmou que o Brasil precisa adotar o orçamento base zero como ferramenta para equilibrar as contas públicas. A declaração foi feita durante evento sobre política fiscal e reacendeu o debate sobre a eficiência dos gastos do governo federal. A economista Daniella Marques defendeu que o Brasil adote o orçamento base zero, modelo em que todos os gastos são justificados do zero a cada ciclo, sem carregar despesas de anos anteriores. A proposta busca aumentar a eficiência do gasto público e reduzir o déficit fiscal.

O que é o orçamento base zero defendido por Daniella Marques?

O orçamento base zero é um modelo de planejamento orçamentário no qual cada despesa precisa ser justificada e aprovada a cada novo ciclo fiscal, partindo de uma base zero. Diferente do orçamento tradicional, que toma como referência o ano anterior e ajusta valores, o base zero exige que cada programa ou ação governamental demonstre sua necessidade e resultados.

Segundo a economista, o modelo poderia ajudar o Brasil a cortar gastos desnecessários e redirecionar recursos para áreas prioritárias, como saúde e educação. A proposta, no entanto, não é nova e já foi debatida em gestões anteriores.

Contexto da declaração: cenário fiscal do Brasil

A fala de Daniella Marques ocorre em um momento de atenção sobre as contas públicas. O governo federal busca formas de cumprir o arcabouço fiscal e manter a dívida pública sob controle. Dados do Banco Central indicam que o déficit primário do setor público consolidado encerrou 2024 em cerca de 2,1% do PIB.

A dívida bruta do governo geral, por sua vez, atingiu 78,4% do PIB em dezembro de 2024, segundo o Banco Central. Esse cenário pressiona o governo a buscar maior eficiência nos gastos.

Argumentos a favor do orçamento base zero

Daniella Marques listou alguns benefícios potenciais do modelo:

  • Eliminação de despesas inerciais: programas que perdem relevância ao longo do tempo deixam de ser automaticamente renovados.
  • Maior transparência: cada gasto precisa ser justificado publicamente.
  • Estímulo à eficiência: gestores são forçados a priorizar ações com melhor relação custo-benefício.

A economista citou experiências internacionais, como o caso dos Estados Unidos, onde o modelo foi adotado em governos estaduais e federais em diferentes períodos.

Críticas e desafios do modelo

Especialistas em finanças públicas apontam desafios para a implementação no Brasil. O principal é a rigidez orçamentária: cerca de 90% das despesas federais são obrigatórias, como aposentadorias, salários e benefícios sociais. Isso limita o espaço para cortes discricionários.

Além disso, o processo de revisão completa de cada gasto demanda tempo e capacidade técnica que nem sempre estão disponíveis nos órgãos públicos. A experiência em outros países mostra que o modelo funciona melhor em governos estaduais ou municipais, com orçamentos menores e mais flexíveis.

Implicações para a saúde e educação públicas

Para as famílias mineiras que dependem de serviços públicos, a discussão sobre orçamento base zero tem efeitos práticos. Se o modelo for aplicado, programas de saúde e educação precisariam comprovar resultados para manter o financiamento. Por trás do número tem uma fila e uma família: a alocação de recursos para hospitais e escolas impacta diretamente o acesso da população.

A informação de saúde precisa ser checada. Qualquer mudança no orçamento deve considerar o impacto sobre o SUS e a rede de ensino, que já enfrentam desafios de financiamento.

O que dizem os números oficiais

O governo federal gastou, em 2024, aproximadamente R$ 180 bilhões com o programa Bolsa Família, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social. Já o orçamento do Ministério da Saúde foi de cerca de R$ 220 bilhões no mesmo período. Esses números mostram a escala dos gastos que seriam reavaliados em um modelo base zero.

Próximos passos do debate

A declaração de Daniella Marques deve ser discutida em audiências públicas no Congresso Nacional e em fóruns de política fiscal. A adoção do modelo dependeria de mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), além de negociação política.

Para quem acompanha o tema, a recomendação é monitorar os canais oficiais, como o site do Ministério do Planejamento e do Tesouro Nacional, onde são publicados os documentos orçamentários.

Perguntas Frequentes

O que é orçamento base zero?

É um modelo de planejamento onde cada despesa precisa ser justificada do zero a cada ciclo, sem carregar gastos de anos anteriores.

Daniella Marques defendeu o orçamento base zero?

Sim, a economista afirmou que o Brasil precisa adotar o modelo para melhorar a eficiência dos gastos públicos.

Quais as vantagens do orçamento base zero?

Eliminação de despesas inerciais, maior transparência e estímulo à eficiência na alocação de recursos.

Quais os desafios para implementar no Brasil?

A rigidez orçamentária, com cerca de 90% das despesas obrigatórias, e a necessidade de capacidade técnica para revisar cada gasto.

O orçamento base zero pode afetar a saúde e educação?

Sim, programas dessas áreas precisariam comprovar resultados para manter o financiamento, o que pode impactar o acesso da população.

Onde encontrar informações oficiais sobre o orçamento federal?

No site do Ministério do Planejamento e do Tesouro Nacional, onde são publicados os documentos orçamentários.

// Leia também

Publicidade